Pesquisa traça perfil de morador de rua no DF.

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Falta de emprego e desavença familiar estão entre os principais motivos para o acréscimo dessa população. A maioria está concentrada no Plano Piloto.


A maioria é do sexo masculino, não concluiu o Ensino Fundamental e é proveniente de outros estados, principalmente Bahia, Minas Gerais e Pernambuco. Esse é o perfil do morador de rua do Distrito Federal, conforme aponta a pesquisa para contabilização e caracterização da população de rua realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest).

Realizada entre 19 e 24 de outubro, a pesquisa mostra que dos 2.365 moradores de rua 76,4% pertencem ao sexo masculino. Apenas 20,5% dormem em instituições de acolhimento e 18,9% são crianças e adolescentes. O balanço revela que 68,9% nasceram em outras localidades e 41,3% não possuem instrução escolar básica. Pode-se apontar ainda, que 55,9% estão matriculados na rede pública de ensino, entretanto, somente 17,8% são alunos frequentes.

Entre os motivos que levaram estas pessoas a se abrigarem na rua estão a falta de emprego, resposta dada por 24,6% dos entrevistados, enquanto 14,4% informaram que desavenças familiares foi o fator contribuinte para a situação de rua.

Além de traçar o perfil dessa população, o resultado da contabilização dos dados vai servir como embasamento para direcionar as políticas públicas voltadas para quem vive em praças,  parada de ônibus, viadutos e construções abandonadas, bem como avaliar a efetividade das ações atualmente desenvolvidas. “A pesquisa é importante para promover políticas públicas voltadas para o segmento”, avalia a subsecretária da Sedest, Marta Sales.

Concentração e drogas – A população de rua está mais concentrada na área central do Plano Piloto, Asa sul e Asa Norte; e cerca de 20% em Taguatinga e 10% em Ceilândia. Os que não pedem esmolas conseguem sobreviver com a renda retirada do trabalho de lavar e guardar carros. Dos entrevistados, 13% dos adultos declararam que fazem uso continuo de algum tipo de substância química e 10% também consomem álcool.
Kátia Oliveira  Da Redação do Jornal Coletivo

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