Pitiman quer derrubar Rosso .

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Pitiman quer derrubar Rosso Foto: Thyago Arruda

Tomar o comando do PSD, de Gilberto Kassab, em Brasília, é o objetivo de Pitiman, ex-secretário de Obras de Agnelo e agora deputado federal pelo PMDB. À frente da nova legenda está o ex-governador do DF Rogério Rosso

 
Priscila Mesquita_Brasilia247 — O Partido Social Democrático (PSD) ainda nem existe formalmente, mas já tem suas disputas políticas em Brasília. Os personagens são o ex-governador Rogério Rosso e o ex-secretário de Obras e deputado federal Luiz Pitiman (PMDB).
Rosso é o presidente do partido no Distrito Federal, designado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de quem é amigo. Envolvido na criação do PSD no DF desde o início, Rosso conseguiu as assinaturas necessárias para pedir o registro no Tribunal Regional Eleitoral e, passada essa fase, agora conversa com pessoas que podem ingressar no novo partido. Ele deixou o PMDB no início do ano depois de embate com o vice-governador Tadeu Filippelli, presidente do partido no DF.
Pitiman vive, em sua breve carreira política, um momento delicado. Eleito deputado federal pelo PMDB com 51.491, está em uma situação desconfortável. Teve a relação com Filippelli estremecida depois que decidiu deixar a pasta de Obras, para a qual tinha sido indicado pelo próprio vice-governador. Ao Brasília 247, ele reconhece. “Não estou me sentindo bem. Por isso, estou ouvindo várias partes políticas”. A mudança de endereço político seria uma forma, também, de Pitiman construir seu caminho próprio, que traçou desde que foi eleito. Sem necessariamente precisar romper com Filippelli, seu padrinho político, e sem perder o mandato.
O problema entre Rosso e Pitiman é a disputa pelo comando do PSD. O primeiro é o representante oficial do partido no DF. Mas Pitiman tem abordado alguns políticos, inclusive deputados distritais, para propor o ingresso na legenda. E ainda deixa claro que quer ingressar no PSD para ser, desde já, sagrado candidato a governador em 2014. A vontade explícita de disputar o cargo foi um dos problemas que Pitiman teve no governo, em especial com petistas. Ele não se preocupava em dizer que queria ser candidato a governador no próximo pleito, o que gerou irritação em vários colegas de secretariado.
Rosso disse ao Brasília 247 que Pitiman será muito bem-vindo no PSD, desde que tenha disposição de trabalhar pelo coletivo. “Esse será o nosso diferencial, foi com essa tônica que o prefeito Kassab conseguiu aglutinar tantos nomes importantes”, explica Rosso. Segundo o ex-governador, o PSD não terá caciques: “Terá debate de pensamentos e, o que prevalecer na maioria, será o vencedor”.
Enquanto permanece no PMDB, Pitiman articula um grupo de parlamentares que também estão em situação desconfortável no partido. Uma situação constrangedora, por exemplo, refere-se à CPI da Corrupção, que pode ser criada no Congresso. Pitiman quer assinar o requerimento, mas a orientação do PMDB é contrária. Em reunião na tarde de quarta-feira, na sala de reuniões da presidência do PMDB da Câmara Federal, 35 deputados de diferentes estados, também insatisfeitos, iniciaram uma conversa que tem por objetivo criar uma nova corrente no partido. A próxima reunião do grupo será semana que vem, na casa de Pitiman.
Apesar das divergências, dez entre dez observadores apostam que Rosso e Pitiman chegarão a um consenso. Afinal, é importante para o PSD ter mais um representante na Câmara dos Deputados, porque isso representa mais tempo de televisão e mais dinheiro do Fundo Partidário. E em relação a Pitiman, que vê sua situação ficar ruim a cada dia que passa no PMDB, sua única alternativa é migrar para uma legenda recém-criada. Caso contrário perderia o mandato, segundo as regras da fidelidade partidária.
Fonte : Brasília 247

1 Comment

  • Avatar
    RC , 19 de agosto de 2011 @ 19:45

    Como dizem por aí, é páreo dúreo!

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