Plano de Saúde da PM vira a nova dor de cabeça de Agnelo

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Foto: Arquivo Notibras

A crise está instalada no Palácio do Buriti e no Comando Geral da Polícia Militar do Distrito Federal. Tudo em função da suspensão dos planos de saúde dos policiais militares. O governador Agnelo Queiroz está prestes a prescrever um remédio amargo, mas nem ele sabe ao certo quem são os verdadeiros infectados com o vírus da incapacidade e da incoerência.
Nesta terça-feira 3, o Palácio do Buriti divulgou nota à Imprensa. Afirma que Agnelo decidiu exonerar os responsáveis pelos últimos acontecimentos. A nota não cita nomes. Mas há quem sustente que a bula é extensa. E terá reações adversas para o coronel Jooziel Freire, comandante da PM, a secretária interina de Planejamento Wanderly Ferreira da Costa e o gestor do Fundo Constitucional Paulo dos Santos de Carvalho.

Wanderly e Paulo Carvalho, particularmente, teriam negado o pedido de aporte financeiro no Orçamento da Polícia Militar. É o que garante o coronel Sérgio Luiz de Souza Cordeiro, ex-chefe do Departamento de Saúde da PM. Até agora, o único a perder o emprego foi ele. Também foi o único, por sua ética, a assumir a responsabilidade pela suspensão dos planos de saúde.
– A decisão de suspender os convênios eu tomei ouvindo o meu corpo técnico, em função das circunstâncias e porque eu estava no limite. Porque se eu continuasse a permitir que o atendimento permanecesse, eu iria responder por realizar despesa pública sem crédito orçamentário. Eu tomei essa decisão porque não havia, por parte do Comando, uma solução para o problema, disse o coronel Cordeiro.
A suspensão dos convênios de saúde dos policiais militares, lembra o G1, foi anunciada no dia 26 de novembro. O setor alegou falta de verba. Desde então não está autorizado nenhum tipo de procedimento médico-hospitalar, inclusive de urgência e emergência. A interrupção vale até o dia 31 de dezembro. Até lá, os policiais militares (e seus familiares) que precisarem de assistência médica devem procurar a rede pública de saúde.
A nota emitida pelo Palácio do Buriti tem o seguinte teor:
O governador Agnelo Queiroz disse que a suspensão dos planos de saúde dos policiais militares e seus familiares foi um ato de irresponsabilidade, que colocou em risco a vida das pessoas que trabalham pela segurança do DF. O governador disse ainda que todos os envolvidos nesse caso serão exonerados dos seus cargos. E, para resolver esse problema imediatamente, o governador Agnelo enviou um projeto de lei à Câmara Legislativa destinando mais  R$ 35 milhões para a saúde da PM.”
Em entrevista ao G1, o coronel Cordeiro contou que esteve reunido, junto com sete oficiais da área técnica da Polícia Militar, com o gestor do Fundo Constitucional e com a secretária interina de Planejamendo. A reunião foi no final do mês passado. Nesse encontro, segundo a versão apresentada pelo ex-diretor de Saúde, a secretáriaWanderly afirmou que não haveria, em “hipótese alguma”, a possibilidade de repassar mais recursos para o Fundo de Saúde.
Para surpresa dos militares, ainda de acordo com o coronel Cordeiro, a secretária recomendou que a PM reconhecesse a dívida sobre os convênios de saúde. Na prática, significaria manter os contratos, mas sem condições de arcar com os pagamentos aos hospitais e clínicas este ano, deixando a dívida para 2014. Uma sugestão perigosa, porque se fosse acatada, poderia resultar para o responsável em uma punição por improbidade administrativa, além de responder civil e criminalmente pelo ato.
Informou o G1

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