Polícia da Câmara quer comprar equipamentos antigrampos .

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram


Polícia da Câmara quer comprar equipamentos antigrampos
Foto: Thyago Arruda / 247

Mas deputados temem que sistema contra interceptações telefônicas
possa servir para que arapongas monitorem os próprios distritais

 

Priscila Mesquita_Brasília247 – O setor de compras da Câmara
Legislativa está cotando preços para adquirir um sistema de “varredura
eletrônica para detecção de dispositivos clandestinos de interceptação
de comunicação” para a Casa, para impedir escutas telefônicas e
ambientais. O pedido partiu do coordenador da Polícia Legislativa
(Copol), Maurílio de Moura Lima Rocha, delegado da Polícia Civil. Ele
fez a solicitação com base em casos de arapongagem ocorridos em
assembleias do Goiás e de Rondônia.
O processo 1022/2011, aberto assim que o ofício da Copol chegou à
presidência, traz como argumentação principal a preservação da segurança
dos deputados e servidores. Os equipamentos, a princípio, serviriam
para evitar grampos e funcionamento de aparelhos de escuta instalados
pelas dependências da Câmara. O temor de alguns parlamentares,
entretanto, é de que acabem servindo para monitorar o trabalho deles.
A preocupação tem duas justificativas. A primeira é porque, segundo
arapongas profissionais, alguns aparelhos de varredura não só protegem
de grampos externos, como também estariam aptos a grampear. A segunda
surgiu depois que o jornalista Mino Pedrosa revelou no blog
quidnovi.com.br, por meio de fotografias, que Maurílio frequenta a sede
da empresa de Celso Ferro, policial civil aposentado que teria montado
um suposto sistema de espionagem em uma casa na Península dos Ministros,
no Lago Sul.
O vice-presidente da Câmara, deputado Dr. Michel (PSL) é categórico
ao afirmar que é contra arapongagem na Casa. “Os equipamentos serão
bem-vindos se forem para detectar grampos, uma forma de proteger
deputados e servidores, apesar de eu não ter nada a esconder”, afirmou.
Outros órgãos, como Tribunal Superior Eleitoral e Supremo Tribunal
Federal, têm equipamentos para esse fim. A Câmara Legislativa, como
ainda não tem, requisita serviço da Polícia Civil e da Polícia Federal
quando quer fazer rastreamento de possíveis escutas.
Para o deputado Wellington Luiz (PSC), policial civil, a criação de
meios de proteção do trabalho parlamentar é importante. Na semana
passada, três pessoas foram presas no prédio da Câmara por uma suposta
tentativa de extorsão a ele. “A coisa mais preciosa que temos é nosso
nome, nossa imagem, e as pessoas jogam com isso, de forma
irresponsável”, avalia.
O presidente da Câmara, deputado Patrício (PT), é a favor da compra e
garante que não vai haver monitoramento do trabalho parlamentar. “Esse
sistema tem finalidade semelhante ao que já temos de monitoramento por
câmeras de toda a Câmara Legislativa, para garantir segurança aos
parlamentares e à instituição, porque não aceito vigilância, nem
grampos.”
Assim que forem adquiridos, um ato irá normatizar o uso dos
equipamentos. A compra ainda não tem previsão de ocorrer porque a Casa
aguarda a chegada de três orçamentos de empresas especializadas na área.
A média dos valores cotados será utilizada como base para a licitação.

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: