Polícia investiga desaparecimento de menina de 14 anos em Ceilândia

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A Polícia Civil e o Conselho Tutelar de Ceilândia investigam o sumiço de
uma adolescente de 14 anos. Rebeca Sabrina Ferreira de Sousa desapareceu por
volta das 13h de terça-feira (3/11) no momento em que ia para a casa da avô
materna, na companhia dela, no Condomínio Sol Nascente em Ceilândia. Em uma
parada da QNN 11, em frente ao supermercado Tatico, a idosa entrou no ônibus,
mas Rebeca não embarcou com ela. Desde então a família não tem notícias da
adolescente que mora com a mãe e a irmã de 22 anos no Condomínio Por do Sol da
região.

A mãe da menina, a vendedora Wasty Ferreira Santos, 45 anos, registrou
boletim de ocorrência na 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) na quarta-feira
(4/11). A autônoma, que comercializa água mineral na Feira dos Goianos, em
Taguatinga, ressaltou que a adolescente abandonou a escola há mais de dois meses.
“Ela estava com algumas amizades que eu não aceitava. Desde o meio do ano a
Rebeca caiu nas matérias escolares. Pouco antes de abandonar o colégio ela
chegava na porta da instituição, mas não entrava e ia não sei para onde”,
revelou.

Desde o sumiço Rebeca bloqueou a mãe e a irmã mais velha das redes
sociais, como WhatsApp e Facebook. Há meses a adolescente começou a vender
roupas em uma banca de peças íntimas na Feira dos Goianos. Segundo a mãe, no
domingo (1/11) a menina ligou para ela e disse que dormiria na casa de uma
pessoa em Ceilândia, mas não citou nomes.
Para Wasty, a filha pernoitou na casa
de uma amiga. Rebeca voltou para a residência na segunda-feira (2/11), mas
fugiu um dia depois. “Ela queria passar dois dias fora de casa sem o meu consentimento
e achar que isso é normal. Eu não tenho como concordar com esses pensamentos.
Diferentemente da irmã, a Rebeca nunca quis ir a igreja, não se interessa em
buscar as coisas de Deus, mas eu sempre fiz minha parte de ensinar o caminho a
seguir, porque depois, se elas desviarem, pelo menos eu orientei”, lamentou.

A fuga

Na Feira dos Goianos Rebeca é considerada como ótima vendedora, segundo
a mãe. Wasty contou que a filha sempre chegava no horário certo e era esforçada
no trabalho. “Esse mês ela ia bater a meta e ganharia um prêmio de R$ 100, mas
só pensava em deixar o serviço e encontrar as amigas. Todo fim de semana ela
pedia para sair. Eu proibia algumas vezes, porque eu não podia sempre
liberá-la, principalmente com amizades sem confiança”, destacou. “Eu tinha
muito cuidado, porque não confiava nas atitudes dela, mas a Rebeca sempre
tentava arrumar um jeito de me driblar e a gente não tem como estar colada 24
horas por dia”, acrescentou.

Por desconfiar da atitude da filha, Wasty pediu para a mãe buscar Rebeca
em casa na terça-feira (3/11). A autônoma deu R$ 6 para a adolescente: o valor
de duas conduções do Condomínio Por do Sol até o Sol Nascente. A menina ainda
arrumou duas sacolas com poucas roupas. “Para não deixar ela sozinha eu sempre
tentei dar assistência, porque tinha medo de acontecer o pior. Na terça-feira
de manhã eu não trabalhei porque fiquei esperando a minha mãe buscá-la. A tarde
nós fomos todas juntas para a parada. Eu peguei o meu ônibus para a Feira dos
Goianos e as duas foram juntas”, contou.

Entretanto, na hora de embarcar no segundo coletivo na parada da QNN 11
Rebeca esperou a avó entrar, mas depois sumiu. “Eu acho que ela estava com tudo
tramado, só queria uma oportunidade. Quando minha mãe se deu conta a Rebeca já
tinha driblado ela. O ônibus estava cheio. Na parada seguinte minha mãe desceu
do veículo, voltou até o ponto de ônibus que elas estavam, mas a Rebeca não
estava mais lá”, disse.

Wasty, no entanto, não sabe se a filha mantinha algum relacionamento
amoroso. “Não sei se ela estava ou não namorando. Eu não aceito que minhas
filhas fumam, bebam, usam piercing e façam tatuagem no corpo, mas ultimamente a
Rebeca queria fazer essas coisas. Ficava com muito medo de deixá-la sozinha,
porque soube que inclusive ela tinha feito uma cópia da chave de casa
escondida”, desabafou.

A última informação que Wasty teve da filha era de que ela havia ido com
duas amigas para um bar na QNN 13/14 na comercial Norte de Ceilândia na noite
da terça-feira (3/11)
Ajuda

Quem tiver informações sobre o paradeiro da menina podem entrar em
contato pelos telefones 8510-3267 (Wasty – mãe da adolescente) ou 8518-1393
(Maria Ferreira dos Santos – avô materna da adolescente).
Informações Correio Braziliense

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