Polícia prende acusado de matar avô com machadadas em Ceilândia

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Um homem de 25 anos foi preso nessa segunda-feira (26) acusado de matar o avô, de 75 anos, com golpes de machado e esconder o cadáver em uma fossa próximo a chácara onde residiam, no Núcleo Rural Casa Grande, em Ceilândia. De acordo com depoimentos do acusado, a motivação para o crime foi a relação conturbada entre os dois. A polícia acredita que uma segunda pessoa tenha participado da ocultação do corpo do idoso.


Mossulline Tocantins estava assistindo televisão quando foi atingido na cabeça. Segundo o delegado Guilherme Nogueira, da 24ª Delegacia de Polícia (Setor O), o crime ocorreu na noite do último sábado (23). O filho da vítima registrou ocorrência comunicando o desaparecimento. A polícia passou a investigar o caso como homicídio após encontrar manchas de sangue em uma parede da residência. 

O corpo foi encontrado cerca de 24 horas depois, a oito metros da chácara onde moravam. “Alguns familiares se aproximaram da fossa e ele [Bruno] se mostrou meio inquieto. Foi quando os policiais abriram o buraco e encontraram alguns sacos plásticos sobre a água. Ao retirá-los, veio à tona um pé e se constatou que havia um corpo”, disse o delegado. Os bombeiros foram chamados ao local. Após a retirada do cadáver foi confirmado que se tratava do idoso desaparecido

Bruno Tocantins foi morar com o avô aos 12 anos de idade, após a mãe, que era alcoólatra, morrer de cirrose. O acusado relata que, frequentemente, “ouvia vozes” que o incitavam a cometer o crime. Bruno passará por uma avaliação psicológica que irá apontar se ele possui algum problema psicológico. Caso o laudo confirme algum distúrbio, o criminoso poderá ser submetido a medidas de segurança ou terá diminuição de pena.

No local, foram apreendidos o machado utilizado no crime e um carrinho de mão, que a polícia suspeita que tenha sido usado para transportar o corpo. O rapaz vai ser indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil com meio que impossibilita a defesa da vítima, cuja pena é de 12 a 30 anos, e ocultação de cadáver, com pena de 1 a 3 anos de prisão.

RELAÇÃO CONTURBADA
À imprensa, Bruno disse que o avô sempre o tratou com descaso e, constantemente, mandava ele ir embora da chácara onde moravam. “Ele foi criado pelo avô e o tinha como um pai. No entanto, os maltratos fizeram com que se revoltasse”, afirma o delegado Guilherme Nogueira. O rapaz já tinha duas passagens na polícia por lesão corporal e injúria contra Mossulline.
Além das agressões verbais do avô e da morte precoce da mãe, Bruno afirma que sofria abusos sexuais do padrasto antes de passar a morar com Mossulline. “Ele é uma figura típica de desamor”, completa Nogueira.
Jornal de Brasília

Deixe uma resposta

Posts Relacionados

%d blogueiros gostam disto: