Polícia vai “autuar” quem estiver em situação que facilite crimes.

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Permanecer dentro do carro estacionado, falar ao celular ao trancar o veículo e trafegar por locais escuros e ermos. Quem for flagrado em situações como essas estará sujeito a “autuação”. A ação simbólica da Polícia Militar vai servir para alertar a população a respeito dos riscos de sequestro relâmpago. Enquanto a população se sente insegura diante das ocorrências diárias referentes ao crime, para a Segurança Pública, o próprio cidadão contribuiu para que o delito ocorra.

Essa concepção de que a população pode se prevenir dos sequestros motivou a criação de uma campanha  da Polícia Militar do DF (PMDF). “Atenção: Cidadão, você é uma vítima em potencial do crime de sequestro relâmpago”, informa o auto de alerta que será entregue ao motorista “vacilão”.

No verso do papel que indica a autuação, estão dicas de comportamentos preventivos para evitar o sequestro.   O objetivo é alertar o brasiliense a respeito do problema. Dessa forma, na avaliação da PMDF, os índices da criminalidade podem ser diminuídos.



Apenas em janeiro deste ano, foram contabilizadas 65 vítimas de roubo com restrição de liberdade, o que representa uma média de duas ocorrências por dia. Em 2012, ao todo, 693 crimes desta natureza foram registrados. Nas ruas, o Jornal de Brasília flagrou pessoas que poderiam ser alvo de criminosos. Nos estacionamentos do Parque da Cidade e da Rodoviária do Plano Piloto, motoristas permaneciam dentro do carro sem se importar com o que pode  acontecer.

 

A operação  ocorrerá nas áreas mapeadas como as mais propícias para o crime, como Plano Piloto, Sudoeste, Águas Claras e Taguatinga. O comandante da Rotam, tenente coronel Leonardo Sant’Anna, ressalta que a ação tende a durar cerca de 30 dias  e é uma continuação do processo de orientação por meio de cartilhas digitais e trabalhos preventivos da PMDF.


Segundo o policial, as cinco regiões que concentram mais ocorrências de sequestro relâmpago se referem a áreas com muitos prédios  sem garagem para  acomodar todos os carros dos condôminos.


“Observamos que as pessoas não adotam um comportamento preventivo, pois não se programam para sair do veículo. As pessoas deixam bens materiais no interior do automóvel, saem com a bolsa aberta, ficam dentro do carro falando ao celular e até namorando”, argumenta o tenente coronel.
Jornal de Brasília

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