Policiais Civis do DF entram em greve nesta quarta-feira

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A partir das 8h de hoje, os Policiais Civis do Distrito Federal estarão paralisados por 72 horas. A decisão foi tomada em Assembleia Geral da categoria na tarde de ontem, no Parque da Cidade, que contou com a presença de cerca de duas mil pessoas. A paralisação termina no próximo sábado, porém, se nada for resolvido até lá, pode culminar em greve também na semana de Carnaval.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol – DF), Ciro de Freitas, os agentes esperam a reestruturação da carreira, aguardada há dois anos,  e a publicação de um decreto presidencial que altere os critérios de progressão funcional dos policiais. “Aplicando a reestruturação da carreira, atenderemos plenamente os anseios dos policiais, seja na carreira ou financeiramente”, afirmou. Ciro explica que, com as mudanças, o profissional será incentivado a permanecer na categoria.
O presidente  conta que há dois anos  não é feita a atualização de salário para os policiais civis. Conforme Ciro, com a reestruturação da carreira, o salário deve aumentar em até 28% nos próximos três anos. Ele afirma que isso não é problema para os cofres públicos, pois o Governo do Distrito Federal (GDF) tem em mãos o Fundo Constitucional que é reajustado anualmente somente para a categoria. Para o presidente, a dificuldade está mesmo no Governo Federal, que negou o pedido, não acatando a efetivação de uma lei específica para a categoria.
Ciro defende que a carreira só pode ser reestruturada a partir de uma decisão federal. Entretanto, apesar do apoio do GDF, o Governo Federal se nega a receber representantes do DF. O presidente lembra ainda que duas audiências já foram marcadas na esfera federal. “Em nenhuma o Governo Federal nos recebeu”, conta. Assim, segundo Ciro, o GDF perde a autonomia, mesmo com o dinheiro a disposição para   aplicar a reestruturação.
Uma nova Assembleia, que acontece no próximo dia 3 de março,   decidirá sobre a paralisação durante o Carnaval, se nada for resolvido.
Leis serão respeitadas
Policial civil há 26 anos, Renato Bezerra conta que, desde o fim de 2009, ouve promessas de reestruturação da carreira e reajuste salarial. Entretanto, nada foi cumprido até agora. Ele afirma que a questão já foi negociada com o governo distrital, porém, na esfera  federal, ainda não foi resolvida. Durante a Assembleia de ontem, o deputado distrital Wellington Luiz acompanhou a mobilização e afirmou que o movimento deve ser realizado para que o governo sinalize logo uma resposta.  Ele espera a formalização federal da reestruturação.
O Governo do Distrito Federal (GDF), em nota à imprensa, afirmou que está empenhado em construir uma solução para a reivindicação das categorias da Segurança Pública. De acordo com a nota, já foi solicitada uma reunião na Casa Civil da Presidência da República para as Secretarias de Governo, Administração e Segurança Pública especialmente para tratar do assunto.
Há 12 dias, os policiais civis fizeram uma reunião com chance de paralisação, mas suspenderam a decisão após a promessa de  uma audiência. Entretanto, nada aconteceu. Outra audiência foi marcada e mais uma vez ninguém foi recebido. Com isso, os policiais resolveram entrar em paralisação ontem. De acordo com os representantes da categoria, a greve será feita respeitando todas as leis de paralisações.
A Direção-Geral da Polícia Civil  informou em nota que  todas as medidas serão adotadas para que os serviços sejam preservados, por serem essenciais, de modo que a comunidade não sofra prejuízos em decorrência da paralisação.



Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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