Policial atingiu repórter de Brasília com spray de pimenta.

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 Relato do Jornalista Marcus Eduardo Pereira


Enquanto eram feitas as prisões  de manifestantes que não apresentavam nenhum perigo a qualquer outro cidadão presente no local, uma jovem, como das diversas pessoas que gritavam “Ditadura” em referência à ação truculenta da polícia, foi alvejada direto no rosto, sem direito nenhum à defesa. Neste momento, questionei o porquê daquele ato de intolerância. O mesmo policial veio para cima de mim e atirou seu spray de pimenta diretamente nos meus olhos. Fiquei tonto por alguns minutos, mas continuei acompanhando a ação dos integrantes do Bope. Durante todo o momento que estive fazendo a cobertura jornalística da manifestação, não vi nenhum ato mais abusivo como o dos policiais.


Turistas japoneses são afetados durante tumulto


O turista japonês Kazuhito Torii caminhava rumo ao estádio com sua esposa e o filho, um bebê de colo, enquanto era entrevistado pela BBC Brasil. A entrevista ocorria a 300 metros de um pequeno grupo de manifestantes, até que a polícia lançou nova ofensiva.
A família fugiu apavorada das bombas e das balas de borracha, enquanto viaturas policiais seguiam pequenos grupos pelo gramado.
Na fuga, a japonesa caiu. O grupo desistiu de entrar no jogo e voltou ao hotel. Enquanto isso, helicópteros da polícia davam voos rasantes no entorno do estádio. O site de notícias G1 publicou um vídeo mostrando dois manifestantes sendo atropelados pela polícia.
A estudante de publicidade Isadora Cristina Ribeiro de Alencar, de 18 anos, levou nove pontos após ser atingida perto da nuca por uma bala de borracha.
Depois do jogo, cerca de 100 manifestantes foram para a 5ª Delegacia de Polícia de Brasília para exigir a soltura dos colegas. O grupo permanecia no local até as 20h30.
Atuação da PM foi “excelente” para o governo

Após o jogo, o Comitê de Segurança do GDF avaliou como “exclente” a atuação da Polícia Militar  antes, durante e depois da partida. Ao todo, foram presos 19 manifestantes e apreendidos dez menores, que entraram em confronto com policiais. Mas o número de pessoas levadas à delegacia, que não foram necessariamente detidas, foi maior, segundo informaram agentes.
De acordo com o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, a atuação da polícia foi exemplar e dentro do que era previsto. “Alcançamos nossa meta, que era realizar um evento tão grande. Nossos policiais se saíram muito bem”, elogiou,  e completou: “As pessoas assistiram em paz o jogo e retornaram em paz para as suas casas”.
Segundo Sandro Avelar, o movimento que protestava diante do Mané Garrincha era pacífico até por volta das 14h30, quando os ativistas resolveram  passar pelos policiais para entrar no estádio. “Um grupo menor tentou inviabilizar a realização da partida, mas a PM estava em condições para evitar”, afirmou.
Ele alegou ainda que as forças de segurança advertiam sobre os limites do manifesto  desde as 9h, e negou que houve falha da polícia ao permitir a aproximação do grupo, afirmando que a ação faz parte do plano progressivo de uso da força utilizado pela PM.
Em um primeiro momento, as forças de segurança negaram que manifestantes tivessem sido feridos, mas logo que advertidos, mudaram a versão, apontando pelo menos três pessoas atingidas por balas de borracha. Sandro Avelar negou excessos e acrescentou que as pessoas que se sentiram prejudicadas pela ação devem buscar a Corregedoria da Polícia Militar.
Monitoramento
O diretor da Polícia Civil, Jorge Luiz Xavier, conta que a inteligência da organização já monitorava o protesto  e que aproximadamente dez líderes do movimento identificados saíram do DF por medo de serem presos. Ele negou novamente ter sido informado pela Agência de Inteligência do Exército (Abin) sobre as manifestações, especialmente de ontem. “Nós é quem temos as informações corretas e não suposições”, disparou.
O Comitê de Segurança afirmou que evitou a ação de grupos não identificados, que tentaram sabotar os semáforos da Esplanada dos Ministérios durante a madrugada, para prejudicar o trânsito da região.
Foram registrados 39 atendimentos prestados pelo Corpo de  Bombeiros dentro e nas proximidades do estádio.



Com a BBC Brasil Marcus Eduardo Pereira, Francisco Dutra e Suzano Almeida do Jornal de Brasília

1 Comment

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    JUNIOR PERDIGÃO , 16 de junho de 2013 @ 16:05

    Combateram tanto a ação militar no passado que acho que aprenderam muito e além da conta.Esse PT tem dado mostra de como não se Governa…CORRUPÇÃO…IMPUNIDADE…CRIMES cometidos por menores a luz do dia..Sem Escolas..Sem Saúde..Sem Segurança e agora querem tirar o direito de quem os colocou lá de se manifestarem e cobrarem…TRISTE REALIDADE VIVEMOS HOJE NO BRASIL..
    Eu gostaria ver o nosso Brasil melhor..Gerando empregos…com oportunidades de estudo para todos..Agora tudo é BOLSA….Ridículo tudo isso…Vamos protestar com tolerância,respeito para sermos respeitados também.

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