Policial Civil é suspeito de comandar grupo que agia para derrubar delegadas

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Elas apuravam denúncia contra os acusados por crimes como extorsão e até homicídio. Bando usava órgãos públicos a fim de prejudicar as profissionais
Documento da Corregedoria da Polícia Civil transcreve conversas em que o agente Luiz Cláudio Nogueira pede favores a uma servidora do Departamento de Trânsito (Detran) em troca de suposto pagamento em dinheiro
Um grupo de policiais civis é alvo da Corregedoria da Polícia Civil do Distrito Federal por usar a estrutura de órgãos públicos a fim de prejudicar duas delegadas. As ex-corregedoras Elaine Januário e Renata Malafaia, lotadas na assessoria especial da Direção-Geral e na 1ª DP (Asa Sul), respectivamente, aparecem como alvos de uma ação orquestrada por agentes investigados pelas profissionais por extorsão, furto, ameaça e homicídios.

Elaine deixou o cargo de corregedora em fevereiro, após o marido dela, Rogério Rodrigues dos Santos, ter sido preso como suspeito de fabricar produtos de limpeza sem autorização da Anvisa (leia Entenda o caso). Em um documento da Corregedoria ao qual o Correio teve acesso, o ex-agente da Delegacia de Repressão a Sequestros (DRS) Luiz Cláudio Nogueira — preso desde março por furto e extorsão —, aparece trocando mensagens telefônicas com um policial militar, com servidores da Secretaria de Fazenda e com uma funcionária do Departamento de Trânsito (Detran) para obter informações sigilosas sobre as delegadas.
Em um dos diálogos, Luiz Cláudio solicita dados a um policial militar sobre a relação de Elaine com a empresa de higienização Sanitech Comércio e Tecnologia, do marido dela. “Já consultei no Infoseg e apareceu ela como sócia…”, comentou a fonte. “Preciso do contrato social… Tenta tbm (também)”, diz ele, em dois dos trechos. Mais adiante, Luiz Cláudio também troca mensagens sobre a ex-corregedora com o agente de polícia aposentado Marcelo Toledo Watson e Paulo César Barongeno, presos durante a Operação Miquéias, deflagrada pela Polícia Federal no mês passado. “A tua amiga caiu, né. Ta feliz (sic)”, teria dito Barongeno. Luiz responde: “Ohhhh..Nem me fale…Mas ainda tem mais batalha”. Em 2009, Luiz Cláudio foi cedido pela PCDF para trabalhar no gabinete do senador Gim Argello (PTB).
Informou o Correio Web

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