Política: Para confirmar apoio ao governador, PR troca de comando no DF.

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Ricardo Taffner
 para o Correio Web

O Partido da República (PR) começa 2012 com novo comando no Distrito Federal. Após um ano de disputas internas para decidir a linha política da legenda na capital da República, a Executiva Nacional resolveu dar um basta e definir o caminho. A escolha do deputado federal Ronaldo Fonseca para presidir regionalmente o PR significa a oficialização da permanência da sigla na base do governador do DF, Agnelo Queiroz (PT). “Não foi uma eleição, mas uma decisão da Executiva de alinhar, definitivamente, o PR ao governo. Enxergamos que essa é a melhor opção para o partido e queremos contribuir para criar uma unidade política a fim de trazer benefícios para Brasília”, afirma Fonseca.

A escolha de Ronaldo Fonseca para a Presidência do diretório provisório do PR-DF também representa a diminuição da força de outro deputado federal: Izalci Lucas. Desde o início do ano passado, Izalci vinha tentando colocar a legenda na oposição, mas enfrentou a resistência dos colegas, que acabaram ganhando espaço e cargos no GDF. A substituição da direção se deu em 21 de dezembro, dois dias antes de ir ao ar, na televisão e no rádio, uma série de inserções com críticas de Izalci ao atual governo. No lugar, foram veiculadas mensagens de apoio do atual presidente a Agnelo Queiroz.

Se tirou Izalci temporariamente de cena, o novo diretório trouxe para o centro da legenda figuras de peso que estavam na “geladeira”, como o ex-presidente da Câmara Legislativa Wilson Lima e o ex-deputado federal Jofran Frejat. Agora, os dois integram a Executiva Regional do PR. “Pois é, eles me comunicaram sobre isso. Como eu não fazia parte, resolveram me colocar e tudo bem”, diz Frejat. Candidato a vice-governador na chapa de Joaquim Roriz (PSC) nas últimas eleições, ele diz não ver nenhum problema na situação. “A orientação é dada pelo presidente”, afirma.

No entanto, segundo Frejat, a aproximação ao núcleo de comando da legenda não representa a vinculação dele com o governo. Discreto, o ex-parlamentar permaneceu longe dos holofotes e dos microfones ao longo do ano passado. “Nunca fiz oposição doentia. As pessoas acharam que esta seria a melhor chapa para comandar o GDF e fui para casa”, comenta. Para ele, a atual gestão enfrentou problemas naturais. “Estou olhando as pesquisas, que não estão tão boas, mas todo governo passa por esse tipo de dificuldade no início”, avalia Frejat.

A divisão interna sobre a postura do partido começou antes mesmo das eleições. Apesar de a sigla ter apoiado oficialmente Roriz, muitos membros fizeram campanha para Agnelo. O resultado foi prático: mesmo com a perda nas urnas, o partido começou a atual gestão de braços dados com o governo. O bispo Renato Andrade, por exemplo, foi comandar a Secretaria de Entorno do DF e o distrital Aylton Gomes indicou o administrador do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Edson Buscacio.

As indicações foram um dos motivos para o posicionamento de Izalci. O deputado foi secretário de Ciências e Tecnologia até abril de 2010, quando deixou o cargo para disputar as eleições. No atual governo, pretendia manter um nome ligado a ele na pasta e na Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP), o que não ocorreu. Com a Executiva do PR aliada a ele, Izalci conseguiu manter o partido na oposição e passou a pressionar os colegas a deixarem o GDF. No fim de ano, no entanto, a Executiva decidiu resolver de vez a questão. “A reposta foi mudar a Presidência”, resumiu Ronaldo Fonseca.

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