Por falta de insulina, cerca de 4 mil pessoas têm tratamento de diabetes prejudicado

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Cerca de quatro mil pessoas
que sofrem de diabetes estão sem insulina fornecida pela rede pública.
Preocupadas com a situação, mães de pacientes expuseram, nas redes sociais, as
dificuldades em adquirir a substância para o tratamento dos filhos nos postos de
saúde do DF. 

Os relatos estão no
grupo do Facebook Mães Amigas de Águas Claras e Região, que conta com mais de
36 mil   inscritos. Segundo publicações recentes, apesar de as unidades
oferecerem até três tipos de medicamentos, há   pacientes  que dependem
de droga específica para controlar os níveis de glicemia, a depender do grau de
diabetes.

É o caso da
estudante Maria Vitória Campos de Oliveira,   14 anos, cujo tratamento é
feito à base de insulina Glargina (Lantus). De acordo com a mãe da adolescente,
a doméstica Maria Aparecida Campos,   41 anos, a filha está muito nervosa
e com medo de morrer, pois a última ampola  terminaria ontem.  “Na
semana passada, estive na Policlínica de Taguatinga, mas não há previsão de
quando voltariam a fornecer”, relata.

Sem o fornecimento
gratuito, a doméstica afirma ser impossível garantir o tratamento, já que ganha
apenas um salário mínimo para sustentar mais três filhos. “O remédio custa R$
120, ou R$ 80, com desconto, mas só dá para uma semana. Não tenho condições”, diz.

Troca
Na recepção do
Hospital Regional de Taguatinga, uma aposentada, que pediu para não ser
identificada, aguardava consulta para tentar trocar o tipo de insulina. Há dois
meses sob uso da substância Ultra-rápida, ela disse que o medicamento não tem o
efeito desejado. O ideal, diz, seria a NPH.

Questionada, a
Secretaria de Saúde  informou que está em fase final o processo de compra
da insulina Glargina (Lantus), de ação prolongada,  destinada a
 diabéticos que preencherem os critérios do protocolo  da medicação.
Segundo a pasta, a Glargina pode ser substituída pelas  insulinas NPH e
Regular, que estão disponíveis.

“Aquisições
têm sido emergenciais”

 De acordo com
a Secretaria de Saúde, as aproximadamente quatro mil pessoas prejudicadas
recebem a insulina Glargina no Distrito Federal. A substância é
 recomendada para pacientes portadores de diabetes tipo I, diabetes
gestacional ou diabetes tipo II, com falha terapêutica comprovada às insulinas
convencionais ou em condições clínicas especiais.

O órgão também
esclarece que, desde 2013, as  aquisições desse medicamento têm sido
emergenciais devido aos sucessivos fracassos por preço nos processos de compra
regular do governo.
Conforme a pasta, os
locais de distribuição da insulina Glargina são a Unidade Mista de Saúde de
Taguatinga (Policlínica de Taguatinga), a Farmácia Escola do Hospital
Universitário de Brasília e o Centro de Saúde 8 do Gama.

Estoque
abastecido
Sobre a falta de
insulina NHP, a secretaria afirma que o estoque do medicamento nos hospitais
regionais do Distrito Federal foi abastecido ontem em 972 unidades do Distrito
Federal, a um custo unitário de R$ 10,90.
“Orientamos os
usuários a comparecer aos centros de saúde para o recebimento do medicamento”,
diz a pasta em nota.

Alexandre Santos / JBr

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