Praças de Brasília passam por revitalização

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Uma praça na Quadra 601 do Pôr
do Sol (Ceilândia) e outra no Setor Habitacional Ribeirão, no Condomínio Porto
Rico (Santa Maria), serão revitalizadas neste mês. A primeira começou a receber
os serviços no sábado (9) e haverá outra intervenção no dia 30. A segunda
passará pelo mesmo processo no sábado (16) e no dia 23. A iniciativa faz parte
do projeto Ações Urbanas
Comunitárias
, da Companhia de Desenvolvimento
Habitacional do Distrito Federal (Codhab)
.

Neste segundo semestre de 2016, praças na Vila Cauhy (Núcleo
Bandeirante), na Estrutural e em Brazlândia serão contempladas. Desde o ano
passado, 11 espaços em Ceilândia, em São Sebastião e em Sobradinho II receberam
melhorias. De acordo com o coordenador de Ações Urbanas Comunitárias, da Codhab, o arquiteto
Luiz Sarmento, os mutirões estão programados para as dez comunidades que
abrigam escritórios de assistência técnica da
companhia
.

O objetivo
é transformar o aspecto do espaço público com esforços do governo de
Brasília e da sociedade. A primeira atuação conjunta para
revitalização de uma área pública ocorreu em outubro de 2015, quando uma rua do
Sol Nascente, em Ceilândia, recebeu intervenções. À época, o projeto se chamava
Se Essa Rua Fosse Minha.

Atualmente,
três frentes compõem o Ações Urbanas Comunitárias: Se Essa
Rua Fosse Minha, com melhoria no ambiente, interação comunitária e educação
ambiental; Botando Verde, com trabalho de paisagismo e plantio de
hortas urbanas e jardins; e Re(ciclo) Urbano, com a instalação de
brinquedos, bancos, lixeiras e canteiros por meio do reaproveitamento de
matérias como garrafas, pneus e madeiras.

Serviços
para melhorar o aspecto da região

Em 2 de
julho, a ação ocorreu na Praça do Ipê, no Setor Habitacional Buritizinho, em
Sobradinho II
. O local teve melhoria das fachadas voltadas à praça,
instalação de calçadas na área central e de bancos, criação de horta com ervas
medicinais, colocação de dois painéis artísticos, cercamento da área,
nivelamento do solo e preparo do local para plantio de árvores na época da
chuva.

Cerca de
150 pessoas participam de cada ação do projeto. Elas contam com o apoio de dois
arquitetos, um estagiário e uma equipe de obra com cinco pessoas. Ainda
colaboram com o projeto os técnicos em arquitetura e urbanismo lotados nos
postos de assistência da Codhab.

Projeto concretizado com doações e
parcerias
Sarmento frisa que o investimento é mínimo, pois o projeto
ocorre basicamente com doações, reaproveitamento de materiais e utilização da
estrutura já existente.

Além da contribuição de materiais, como tintas e equipamentos
de pintura, feita pela iniciativa privada, colaboram a Companhia Urbanizadora da Nova
Capital do Brasil (Novacap)
, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e
a Agência de Fiscalização do DF
(Agefis)
.

“A única frente que precisa de orçamento específico é a Se
Essa Rua Fosse Minha”, destaca o arquiteto. São cerca de R$ 3 mil por ação,
com recursos da própria Codhab, destinados
para a revitalização de fachadas.

Foco em áreas carentes com comunidade
mobilizada

Além da prioridade para aquelas regiões onde há escritórios
da companhia, existem outros critérios para seleção dos locais que recebem os
mutirões. Entre eles, destaca-se o fato de a área estar em acordo com o projeto
urbanístico; regularizada, apresentar facilidade de regularização ou de
inclusão em projeto de regularização; a existência ou iminência de
implementação de infraestrutura; e a comunidade estar mobilizada para
participar do processo.

A elaboração urbanística
obedece a uma série de passos que começa com a identificação da necessidade da
comunidade e termina com as visitas técnicas de avaliação e manutenção do
espaço, que também têm o objetivo de manter os moradores mobilizados.

Voluntários são bem-vindos

Quem quiser participar dos mutirões pode se cadastrar pelo portal do projeto. A pessoa passa a receber
informações sobre as ações, como quando e onde serão as próximas.

São dois módulos para quem quiser se inscrever como voluntário.
Em um deles, a adesão é para o mutirão, uma ação pontual. No outro caso, a
oportunidade é para participar de todo o processo de uma ação — planejamento,
reuniões com a comunidade e demais encontros, durante aproximadamente um mês. A
iniciativa tem o selo Brasília Cidadã e
faz parte do Portal do Voluntariado do governo de Brasília. Além
dessas possibilidades, quem quiser ajudar pode simplesmente comparecer a uma
das ações.

*Informações da Agência Brasília

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