Presidente do BRB sofre ameaças.

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Informações preliminares da polícia apontam que emails intimidadores ao CEO do Banco de Brasília partiram de dentro da instituição

Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal tem indícios relevantes de que ameaças à vida do presidente do Banco de Brasília (BRB), Edmilson Gama da Silva, partiram de dentro do próprio banco.

O BRB é investigado por Banco Central, Ministério Público Federal e pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal por fraude, corrupção e desvio de recursos.

Gama assumiu o banco neste ano, após a posse de Agnelo Queiroz no governo do DF, e decidiu colaborar com as investigações externas na instituição. Uma área de inteligência do BRB tem ajudado na apuração de contratos firmados pelo banco com entidades privadas e associações.

Desde que levou as ameaças à Secretaria de Segurança do Distrito Federal, Gama passou a ter quatro policiais civis fazendo sua segurança pessoal 24 horas por dia – ele possui outros três seguranças pessoais. A Secretaria de Segurança não tem prazo para reduzir o esforço de defesa pessoal de Gama por ter considerado as ameaças de “alto risco”.

Segundo documento do Banco Central ao qual o iG teve acesso, o BC detectou em processo de fiscalização uma excessiva exposição a riscos de reputação, de lavagem de dinheiro e de tecnologia da informação por parte da diretoria do banco.

Outro processo administrativo do BC identificou práticas lesivas ao patrimônio do banco por meio da negociação de créditos imobiliários com valores superestimados. O banco passa atualmente por um processo de auditoria externa de seus ativos e patrimônio.

Banco briga na Justiça

O BRB tem brigado ativamente na Justiça para reaver recursos de empréstimos milionários oferecidos sem garantias suficientes e que comprometeriam a saúde financeira do banco. Em junho, por exemplo, o BRB conseguiu na Justiça a apreensão dos ônibus da Cooperativa de Profissionais Autônomos de Transporte de Samambaia (Coopatram) como forma de compensar um empréstimo não quitado.

Segundo o documento ao qual o iG teve acesso, o Banco Central decidiu comunicar indícios de crimes na gestão do BRB ao Ministério Público Federal (MPF). Dessa forma, os crimes poderão ser julgados também na esfera jurídica, além da administrativa.

Desde que tomou posse, Gama sente-se perseguido por carros suspeitos e ameaçado em sua residência, recebendo telefonemas e emails anônimos. As investigações preliminares mostraram, a partir da análise do IP dos emails, que alguns foram enviados de dentro do próprio banco.

O presidente do BRB, que prefere não se manifestar neste momento, entende que as ameaças partem daqueles prejudicados pelos questionamentos judiciais dos contratos, por conta do conteúdo das ameaças.

Fonte: IG
 

 

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