Primeiras pedras de droga derivada do crack já foram achadas pela polícia na Ceilândia.

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Quatro vezes mais perigosa do que as drogas mais potentes, o oxidado (oxi), uma derivada do crack, pode matar o usuário em até oito meses de consumo, e já há indícios de sua chegada ao Distrito Federal. Muito parecida com a pedra de crack, a pedra de oxi se diferencia da primeira por dois componentes: enquanto se mistura bicarbonato à pasta base de cocaína para se obter o crack, para produzir a pedra de oxi os traficantes misturam querosene e cal virgem na composição, tornando-a mais barata e lucrativa para os traficantes, e viciando e destruindo os usuários até cinco vezes mais rápido do que o crack.
A oxi se diferencia do crack apenas pelos tons mais amarelados ou esbranquiçados, dependendo da quantidade de querosene e cal que é adicionada. As primeiras pedras suspeitas de serem oxi foram apreendidas pela 24ª Delegacia de Polícia, na Ceilândia e passam por exames no Instituto de Criminalística (IC) para saber se realmente se trata da droga. Caso seja confirmada, a grande preocupação da polícia é com a facilidade com que a droga pode se disseminar pelo DF, atingindo, principalmente, aqueles que já são viciados em crack, e que correspondem a nada menos do que 40% dos usuários de drogas do Distrito Federal. 
“O crack se disseminou com facilidade por causa do preço acessível. O oxi é vendido pela metade do preço do crack. Se realmente chegar no Distrito Federal, pode se disseminar com facilidade tanto por causa do preço quanto por estratégias de traficante, que gastam menos produzindo oxi e vendem no mercado como se fosse o crack”, informou o delegado da 24ª DP (Celiândia), Fernando Fernandes. “Por ser barato e por ser altamente viciante, o oxi corre o risco de se alastrar pelo DF tanto quanto ou mais que o crack”, preocupa-se o delegado.
Segundo o delegado-adjunto da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), Leonardo Cardoso, o oxi surgiu há seis anos na fronteira entre o Peru, Bolívia e o estado brasileiro do Acre. Para ele, a prevenção é o melhor meio de combater o uso, mas a tendência é que a droga venha mesmo para o DF. “Quanto mais barata, mais fácil é para a droga se disseminar. O oxi é mais preocupante que o crack, porque vicia e mata mais rápido, e a tendência é que ele venha para o DF”.
De acordo com Cardoso, já há relatos confirmados da presença de oxi nos estados que circulam o DF, como Goiás e Minas Gerais. Ainda de acordo com ele, a nova droga que está se aproximando do mercado só mostra os caminhos cada vez mais devastadores produzidos por traficantes. “Da cocaína surgiu a merla, que deu origem ao crack e agora nós temos a pior das drogas, o oxi, que é uma variante do crack. Uma estatística da polícia civil do Acre mostra que o oxi mata em média 30% dos usuários em menos de um ano. Ela é mais preocupante ainda que o crack, e precisa ser combatida com toda a firmeza e rapidez”, finaliza o delegado Leonaro Cardoso.
Do Jornal de Brasilia

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