Professor Israel: da tribuna para a sala de aula.

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Lorena Pacheco
RICARDO MARQUES

O deputado distrital Israel Batista (PDT) se destacou em 2011 por
proposições de temas variados, mas principalmente pelos projetos que
procuram revolucionar a educação no DF. Professor de História, ele tem
uma rotina puxada na Câmara Legislativa do DF, mas faz questão de
reservar uma manhã por semana para dar aulas para vestibulandos. A
reportagem do Alô acompanhou uma dessas aulas, que teve como tema a
Revolução Francesa.

A desenvoltura do professor Israel em sala de aula é muito maior do que
na tribuna da Câmara. O parlamentar é piadista, brinca com a plateia de
aproximadamente 60 alunos o tempo todo e até deixa passar uma ou outra
gíria no meio de sua exposição. Ao falar de Maria Antonieta [a austríaca
da Casa dos Habsburgo que virou rainha da França], usou um tom
descontraído. “Quem poderia contra uma caçulinha fazendo biquinho?”,
brincou.

O professor Israel não utiliza qualquer material de suporte para falar
em sua aula, resultado de muita pesquisa e estudo.  “Certa vez eu passei
seis meses na UnB me preparando para uma aula. O tema era ‘República
Populista Brasileira’”, comentou.  O parlamentar encara a sala de aula
como uma espécie de terapia. “Aqui eu desestresso. Falamos dos mortos
que não fazem mal a ninguém”, afirmou.

Quanto à postura mais séria na CLDF, o professor explica que a tribuna é
inviolável. “Por isso é necessário manter uma postura mais séria”.
Segundo o distrital, o parlamento tem um rito e do deputado é exigido
decoro.

Israel Batista entra na era de Napoleão Bonaparte, o corso baixinho que
liderou a França nos últimos tempos da Revolução Francesa. O professor
não perde a oportunidade de fazer uma crítica aos rumos que a educação e
a sociedade brasileira tomam. “Imaginem que naquela época,
manifestantes levavam balas de canhão em marchas. Hoje, estudantes
universitários levam tapas da polícia e sai no jornal”, disse.

O professor encerra mais uma aula, uma das últimas antes do vestibular
da UnB [dezembro de 2011]. Israel participou também de ações solidárias
no fim do ano. Uma delas foi um “aulão” para estudantes da rede pública
de ensino, durante um feriado.

Voltando a falar como deputado, Israel repete o que já disse em
diversos discursos na Câmara Legislativa. “O caminho da mudança no
Brasil passa pela educação. É necessário fazer uma revolução neste país e
ela começa pelos estudantes”, afirmou. Ele reconhece que ser professor
de História ajuda o parlamentar a compreender o processo político. “Tiro
muita coisa das salas de aula para o meu mandato”, concluiu.
Jornal Alô

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