Programa federal de combate às drogas começa no DF

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Governador Agnelo Queiroz acertou detalhes para a implantação do projeto piloto em reunião com os ministros da Saúde e da Justiça. Ações começam no segundo semestre e incluem amparo social a pessoas com dependência 
Brasília, 29 de junho de 2011 – O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, esteve reunido nesta quarta-feira (29/6) com os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, no edifício sede do Ministério da Saúde, em Brasília. Eles conversaram sobre um plano intersetorial de combate às drogas, a ser implantado no segundo semestre no DF para servir de exemplo para o restante do país.
No Distrito Federal, as ações serão realizadas bilateralmente pelo governo federal e pelo GDF, por meio das secretarias de Saúde, de Justiça, de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, da Criança e Segurança Pública.
“Estamos totalmente determinados a fazer dessa ação conjunta um projeto piloto, um modelo bem-sucedido, para ser aplicado em todo o país”, declarou o governador Agnelo Queiroz. Ele lembrou que o GDF lançou há algumas semanas seu próprio plano de combate às drogas. Como esse plano já atende a quase todas as diretrizes do governo federal, serão necessárias apenas pequenas adaptações.
“O governo federal quer apresentar novas políticas de enfrentamento às drogas, que vão criar uma rede de equipamentos específicos para cada região. Começamos com essa parceria no Distrito Federal, para quando a presidenta Dilma anunciar as novidades já termos um bom exemplo prático em funcionamento”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.
Para a secretária de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, Arlete Sampaio, a proposta é “extremamente oportuna” e “essa ação integrada é essencial” para o sucesso da política pública.
“O problema das drogas é internacional, muito amplo. O que faltava era essa sinergia nas ações”, disse o secretário da Criança, Dioclécio Campos Júnior.
A nova política de enfrentamento às drogas vai se basear no amparo social às pessoas com dependência química. “Vamos garantir atendimento médico e apoio psicopedagógico para promover a reconstrução das vidas familiares, a qualificação profissional e o acesso aos serviços sociais, entre outros. Simultaneamente, haverá um trabalho de acompanhamento familiar e a ação repressiva da polícia”, detalhou a titular da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça, Paulina Duarte.
Mapeamento – Paulina apresentou um estudo preliminar do Senad com a Fundação Oswaldo Cruz. O levantamento mapeou 158 locais de consumo e tráfico de crack no Distrito Federal. De acordo com ela, essas áreas são fixas, ao contrário do restante do país, o que influenciou a escolha do DF como ponto de partida para a nova política do governo federal, já que a ação eficiente da polícia reduziria o tráfico e o risco de aumento do número de dependentes.
“Acreditamos muito nessa parceria com o GDF”, finalizou o ministro Alexandre Padilha.
O grupo volta a se encontrar na próxima semana. Também participaram da reunião os secretários de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, de Saúde, Rafael Barbosa, e de Justiça, Alírio Neto.
Secom DF

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