Programa Jovem de Expressão, em Ceilândia, tem projeto premiado

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O Laboratório
de Empreendimentos Criativos (LECria) ganhou o Prêmio Telecentros Brasil,
 criado
pela Associação Telecentro de Informação e Negócios (ATN) há 7 anos, que visa
incentivar e valorizar as organizações que fazem a diferença para inserir
jovens e adultos em um contexto cada vez mais informatizado.
O projeto concorreu na
categoria Inovação em Sustentabilidade Empreendedora e recebeu o prêmio durante
a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. O LECria é uma das iniciativas do
Programa Jovem de Expressão, da Caixa Seguradora. O Jovem de Expressão é
administrado pelo Coletivo R.U.A.S., e há oito anos desenvolve atividades que
envolvem cultura e empreendedorismo para jovens, em Ceilândia.

O LECria surgiu no ano passado
como um projeto piloto que visa profissionalizar e introduzir no mercado jovens
que, segundo Leno da Silva, coordenador da iniciativa, tenham uma ideia
interessante com potencial para o mercado. “Qualquer ideia! Seja no mercado de
esporte, cultura, música, em qualquer dos setores, primeiro, segundo ou
terceiro setor”, explica Leno.

A
proposta é dividida em três eixos, o primeiro é chamado de Diálogo
Empreendedor, onde uma turma de jovens é colocada em contato com profissionais
da área que eles gostariam de seguir para que sejam trocadas experiências; o
segundo eixo diz respeito a um escritório compartilhado, ou seja, uma estrutura
física composta de computadores com acesso à Internet, impressora e linha
telefônica que fica disponível para qualquer pessoa que queira trabalhar e não
dispõe de ambiente favorável; o terceiro eixo é a incubadora de ideias, que
visa acolher o jovem empreendedor, capacitá-lo, acompanhá-lo no
desenvolvimento, conduzi-lo para o mercado e dar suporte até que se estruture.

Para
Leno, ter recebido a premiação foi uma grande satisfação, pois deu ao projeto e
a seus idealizadores e parceiros o reconhecimento de poder apoiar a cultura e
modificar a realidade do jovem de periferia. “A gente vê quantas ideias boas
existem na periferia que, muitas vezes, só precisam de oportunidade”, comenta.
Ele reconhece que o trabalho está apenas começando e a equipe tem um caminho
árduo e de muita luta pela frente.
Um dos projetos desenvolvidos
por meio da incubadora de ideias do programa é a produtora de eventos Movimento
Underground Brasília (MUB). Projetada em agosto do ano passado, tem como autor
o  empresário e morador da Ceilândia Lucas Pinheiro.  A empresa está
voltada para a cultura urbana e leva shows de rappers, DJ’s e dança a espaços
públicos como praças e pistas de skates das regiões administrativas do DF. “ [O
LECria] Foi primordial na fundação da empresa. A gente não tinha noção de plano
de negócios e rede de contatos. A gente criou uma rede muito grande com grandes
produtores” conta Pinheiro. Para o ano que vem, ele pretende investir em uma
proposta socioeducativa, oferecendo palestras e revitalização de ambientes
públicos por meio do grafite.

O Programa Jovem de Expressão
surgiu em 2007, quando uma pesquisa da Caixa Seguradora constatou que Ceilândia
e Sobradinho II eram as regiões mais afetadas do Distrito Federal pelos altos
índices de violência e vulnerabilidade para o público jovem. Então foi
instituído, nessas duas regiões administrativas, o Jovem de Expressão. No
entanto, apenas em Ceilândia ele teve sucesso, graças a administração do
Coletivo R.U.A.S – Rede Urbana de Ações Socioculturais.

O
Programa disponibiliza uma série de atividades gratuitas para a juventude.
Exitem oficinas de dança, fotografia, audiovisual, teatro dentre outras que são
abertas por enquetes em mídias sociais. As inscrições são realizadas, via
Facebook, a cada três meses. Em cada ciclo de oficinas são disponibilizadas 150
vagas para pessoas entre 18 e 29 anos. Todos os participantes são certificados.
A diretora do Programa, Rayane Soares, diz que não é possível atender a todas
as demandas devido ao espaço físico ser pequeno. “O Programa cresceu tanto que
a gente acaba atendendo jovens de outras regiões do DF”. Ela conta que já
tiveram jovens vindos de Santa Maria, Varjão,  Estrutural e Águas Claras.

Por:  / http://campus.fac.unb.br/

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