Programa Jovens Embaixadores leva estudante de Ceilândia para o mundo

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Há cinco anos, Guilherme Durãel foi selecionado pelo Jovens Embaixadores para passar três semanas nos EUA. Depois, estudou em Chicago e em Paris e hoje cursa história do Oriente Médio em Israel. Inscrições para a 10ª edição do programa vão até 7 de agosto

Ana Pompeu , do Correio Braziliense

Guilherme Durãel agora planeja fazer o doutorado nos EUA e depois voltar ao Brasil para dividir seu aprendizado (Arquivo Pessoal)
Guilherme Durãel agora planeja fazer o doutorado nos EUA e depois voltar ao Brasil para dividir seu aprendizado


Guilherme Durãel estuda relações internacionais e ciência política na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, já passou três meses estudando política europeia em Paris, na França, e hoje cursa história do Oriente Médio em Jerusalém, Israel. Saiu de Ceilândia e quer ganhar o mundo. Depois que se formar, em junho de 2012, pretende continuar os estudos até o doutorado em alguma universidade americana — ainda não decidiu qual. Ele tem apenas 20 anos e até 2006 não imaginava ter tantas oportunidades. As portas começaram a se abrir para Guilherme quando ele se inscreveu no Programa Jovens Embaixadores, em 2006.

Desenvolvido pela Embaixada dos Estados Unidos e mantido em parceria com setores públicos e privados dos dois países, foi o programa que levou Guilherme e outros 34 estudantes do ensino médio da rede pública de ensino de todo o país para conhecer o outro extremo da América. Em 2007, eles embarcaram para os EUA com todas as despesas pagas para passar três semanas cheias de atividades. Desde 2003 o programa já beneficiou 249 estudantes. A 10ª edição do Jovens Embaixadores abre as inscrições hoje para novos interessados — que têm até 7 de agosto para se candidatar.

No caso de Guilherme, depois de superar todas as expectativas com os benefícios do período fora do Brasil, um ano depois ele voltou aos EUA com uma bolsa integral para estudar em Chicago. “Queria muito discutir ideias, ver o que os americanos pensam sobre o Brasil e levar minha própria perspectiva sobre nosso país. Pensei também em me divertir, aprender, melhorar meu inglês, levar nossa cultura. Mas foi ainda melhor do que eu esperava. Além de ficar com uma família e aprender sobre o dia a dia deles, a gente ainda teve vários workshops, visitamos monumentos, escolas de ensino médio e fizemos apresentações sobre o Brasil”, conta.

Já na Universidade de Chicago, Guilherme teve a chance de conhecer outros lugares, também com todos os gastos custeados pela bolsa de estudos. Para ele, o maior ganho dessa experiência foi a chance de expandir sua visão de mundo. “Ainda não sei o que vou fazer quando me formar, mas em alguma época quero voltar ao Brasil e trabalhar no Itamaraty ou em alguma organização que ajude as comunidades a se fortalecerem, alguma coisa em Ceilândia e no DF mesmo. Tenho muitas ideias do que fazer e de como trabalhar”, diz, empolgado.

O caso bem sucedido de Guilherme não é exceção. Segundo a organizadora e coordenadora do programa, Márcia Mizuno, a maioria dos participantes, que antes nem sequer haviam andado de avião, hoje estão bem colocados em universidades e empresas. “Eles têm que acreditar em si mesmos. Nós acreditamos”, diz ela. A Embaixada está comemorando os 10 anos do programa. Para Márcia, são muitos os motivos para festejar, entre eles o crescimento do projeto. Em 2010, foram mais de 6 mil inscritos de todo o país. A iniciativa deu tão certo que se expandiu para 25 países da América Latina em 2011, trazendo também jovens embaixadores americanos para terem uma experiência no Brasil. “O maior ganho foi que estamos conseguindo chegar à juventude e mostrar que eles são capazes de crescer pessoal e profissionalmente, além de multiplicar o aprendizado e se tornar exemplos nas comunidades deles.”

Depois de uma seleção que conta com preenchimento de formulário para inscrição, prova escrita e oral e visita de um representante de algum parceiro do programa, o estudante passa uma semana em Washington e outras duas em outra região do país. Todos os anos alguma autoridade americana os recebe. Na primeira edição, o ex-secretário de Estado americano Colin Powell fez as honras da casa. Desde então, os brasileiros já se encontraram com a ex e com a atual secretária de Estado, Condoleezza Rice e Hillary Clinton, respectivamente; e a ex e a atual primeira-dama, Laura Bush e Michele Obama, respectivamente.

Critérios
O aluno que tiver interesse em participar do processo do Jovens Embaixadores deve ter entre 15 e 18 anos, possuir boas notas, perfil de liderança e prestar algum serviço voluntário há pelo menos um ano, desde grêmios estudantis e participação em projetos religiosos, além de ser fluente em inglês. Ser aluno do ensino médio na rede pública e pertencer à camada socioeconômica menos favorecida. As inscrições ficam abertas de hoje até 7 de agosto. A partir da data do lançamento do programa, o aluno deve acessar o Facebook dos Jovens Embaixadores para preencher o formulário on-line de inscrição e conhecer todas as fases do programa e os prazos. Mais informações também no site www.embaixadaamericana.org.br.

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