Projeto de grafite que pretendia mudar o visual de Ceilândia está parado por falta de apoio.

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                                  Muitos muros na Praça do Cidadão, na Ceilândia, possuem grafites

“Colorir as ruas de Ceilândia e deixar a cidade mais bonita, como se fosse uma galeria de arte a céu aberto.” É assim que o grafiteiro e membro do grupo Arte Urbana Adriano dos Santos define a ideia do projeto Consciência nas Ruas. Lançado em fevereiro deste ano, está parado há dois meses por falta de recursos. Foram cinco muros pintados com mensagens sobre temas atuais como a questão do lixo. Outros cinco estão na lista de espera.



Segundo o chefe da assessoria de comunicação da Administração de Ceilândia, Rodrigo de Almeida, não há verba destinada para a iniciativa. “Como esse é um projeto novo, ainda não conseguimos colocá-lo no orçamento do ano”, diz. Ele relata que a Coordenadoria de Juventude do Distrito Federal apoiava o Consciência nas Ruas, mas não teve subsídio para continuar. “Então conseguimos algumas doações e fizemos parcerias com comerciantes locais”, comenta Almeida.
Os lugares grafitados foram a Feira do Produtor, Estádio Abadião, Praça dos Eucaliptos e um posto de gasolina no centro de Ceilândia. Entretanto, o muro do estádio caiu em uma obra e a arte da Praça dos Eucaliptos foi pichada. O também integrante do Arte Urbana Thiago Galeno conta que a tinta própria para o grafite custa em média de R$ 15 a R$ 17. “No mínimo tem que ser umas sete latas, mas dez já deixaria o grafite mais bonito. Quanto mais colorido melhor”, afirma.
Oficina de grafite
Três vezes por semana, alunos de tempo integral do Centro Educacional (CED) 104 do Recanto das Emas deixam a criatividade fluir. Eles recebem noções sobre o que é grafite e pichação, letras, tipos de sombra, estilização, brilho, entre outras. Os educadores Hudson da Silva, conhecido como Hud, e Glauber Santana acompanham cerca de 30 estudantes no projeto.
Victor Pires
Hudson da Silva(D) e Gláuber Santana são educadores na oficina de grafite do Centro Educacional 104, em Recanto das Emas
Para Hud, as aulas iniciadas há dois meses estão fazendo diferença na vida das crianças. “Elas estão mais dispostas. Também aumentou a paciência e o senso de coletividade, eles dividem tinta. Por isso confio, estão lá com a lata na mão, eles têm interesse”, diz. Glauber explica que a escola tinha grande índice de evasão e criminalidade, e o intuito é que os alunos se interessem pelas atividades.
Victor Pires
Alunos do Centro Educacional 104 completam pintura em muro de escola. Segundo o educador Hudson da Silva, “grafite também é trabalho em grupo”
O estudante Joel Fernandes, 16 anos, fala da experiência com a oficina. “Quando saio da escola vou para casa. Depois saio para a rua e fico a tarde toda na rua. E aqui não, estou fazendo esse projeto, estou aprendendo a grafitar”. Joel acredita que essa arte possui muita importância. “Grafite não é só um desenho, ele representa a rua”, conta.
Expoesia
Desde junho, oito escolas públicas do Gama tiveram os muros grafitados com desenhos e frases em homenagem aos artistas locais. “Escolhemos as piores escolas no que diz respeito à criminalidade de modo geral, não só pichação”, afirma Manoel Messias, gerente de cultura da Administração do Gama. No total, dez instituições selecionadas para o projeto realizam oficinas de artes com os alunos.

Informou Campus UNB

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