Projeto Ubuntu será implementado na Administração Regional de Ceilândia

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Servidores das administrações
regionais do Distrito Federal serão capacitados para atender vítimas de racismo
e de violência de gênero. Essa é a proposta do projeto Ubuntu, lançado
nesta terça-feira (13) no Salão Nobre do Palácio do Buriti. A iniciativa também
vai ajudar os funcionários das regiões a organizar eventos e atividades com
essa temática.

Foram dez meses de elaboração
da proposta, que começará por administrações regionais: de Ceilândia, do Itapoã
e do Varjão. Elas foram escolhidas devido à facilidade de articulação com
organizações não governamentais e sociedade civil.

A ideia é que o programa se
expanda para todas as localidades e, pelo menos uma vez por mês, ocorram
atividades de conscientização sobre o racismo institucional, a violência contra
as mulheres — em especial as negras — e a vulnerabilidade dos jovens negros.
“Devemos fazer políticas com a população, e não para a população. Isso tem uma
diferença muito grande. A possibilidade de a gente errar é menor”, disse
Gutemberg Gomes, secretário do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres,
Igualdade Racial e Direitos Humanos.

Para isso, as administrações
regionais vão assinar o plano de adesão e elaborar um programa de trabalho, em
parceria com a Secretaria Adjunta de Políticas para as Mulheres, Igualdade
Racial e Direitos Humanos e com a Secretaria das Cidades. “A vida acontece
nas cidades, portanto é importante essa capacitação dos servidores para que
eles possam ser multiplicadores nas comunidades. Precisamos definitivamente
banir o racismo da capital do País”, defendeu o secretário das Cidades, Marcos
Dantas.

Formada em novembro na primeira
turma do curso de Igualdade Racial, ministrado pela Escola de Governo para
funcionários de diversos órgãos distritais, a servidora Elaine Cristina Lopes
Lima, de 37 anos, sabe da importância do tema. “Temos que enfrentar essa
situação. Muitas vezes, os funcionários nem percebem que estão cometendo
racismo”, conta. “É necessário refletir por que o tempo de atendimento de uma
mulher negra, mesmo que grávida, é menor do que uma mulher branca. Ou por que
os jovens negros tendem a abandonar a escola com maior frequência que os
brancos”, exemplifica.

Centros de referência em raça
e gênero

Além da capacitação, devem ser
criados centros de referência em raça e gênero nas regiões administrativas a
partir de janeiro. “Temos equipamentos para atendimento às mulheres vítimas de
violência e, agora, precisamos de um para a comunidade negra”, defende o
subsecretário de Igualdade Racial, Victor Nunes.

Consulta pública sobre o Plano
Distrital de Promoção da Igualdade Racial

No evento de hoje, também foi
aberta a consulta
pública para construção do Plano Distrital de Promoção da Igualdade Racial
.
O projeto vai estabelecer as políticas de Estado para o enfrentamento do
racismo no território. As contribuições podem ser enviadas por meio dos
telefones (61) 3403-4906 e (61) 3403-4913.

*Informações Agência Brasília

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