Promessas são vãs. E a polícia, segura, empareda governador

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Agnelo Queiroz não tem palavra. Promessas dele somem como água entre os dedos. Foi assim na campanha eleitoral de 2010. Tem sido assim desde que ele assumiu o Palácio do Buriti. O que ele diz não se escreve. Nem o que dizem seus emissários. É o que assegura gente da área da Segurança Pública.

Inseguro em gestos e palavras, o governador transmite insegurança. E a polícia – civil e militar – decidiu emparedá-lo. Agora é tudo ou nada. Ou, como diz um oficial autorizado, ou vai ou racha. E não haverá rocha que faça sombra para um cafezinho.
Acostumada a prender bandido, a Polícia Militar coloca o Palácio do Buriti na alça de mira. Começa a dar o troco prometido a Agnelo. Faz uma operação tartaruga que desgasta cada vez mais a imagem do governador, como se os estragos viessem com a velocidade de um coelho.
A categoria coloca o governador contra a parede. Reforça a operação iniciada há quatro meses e promete uma morosidade cada vez maior. O ritmo vai continuar reduzido até que Agnelo abra um canal de diálogo. A tropa quer reajuste salarial, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios a quem usa farda e àqueles que vestiram o pijama.
O clima é ruim. Os policiais militares associam a situação atual a um clima de beligerância. O tenente Ricardo Pato, porta-voz da categoria, dá a entender que as cartas foram colocadas na mesa, mas que há muito Ás de diferentes naipes no colete.  Os PMs cobram diálogo. Mas o governo se faz de surdo.
Enquanto o Palácio do Buriti silencia, a imagem de Agnelo Queiroz vai se deteriorando. E a tendência é que fique pior a cada dia.
– O tempo é curto. E se a corda tiver de arrebentar, não será do nosso lado. Somos mais fortes.
Palavras de Pato. Uma frase que pode ser mera advertência. Mas que também pode soar como uma ameaça.
Já a sociedade, assustada, vive enclausurada. Os fabricantes de grades faturam alto. O povo prefere viver aprisionado em sua própria casa, a ser vítima da violência crescente que vem tomando conta do Plano Piloto e das cidades-satélites. Uma situação que deve se arrastar até 13 de fevereiro, quando os policiais militares estarão reunidos em assembleia para definir que rumos tomar.
Se acontecer de a corda arrebentar do lado mais fraco, não há marketing que reverta a rejeição ao governador. Porque quando o assunto é imagem, em se tratando do Buriti, os militares fazem um trabalho que chega diretamente ao povo – justamente o eleitor que prefere circular em ruas antes tranquilas, a repetir o voto em um caminho torto.
Que errar é humano, todo mundo sabe. Mas insistir no erro é burrice. E isso, vê-se, Agnelo parece não entender.
Por José Seabra

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