PSD entre o governo, a oposição e a neutralidade.

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PSD entre o governo, a oposição e a neutralidade
Foto: Thyago Arruda / 247 – Cedoc 17.04.2010

Novo partido tem um deputado que apoia Agnelo e duas deputadas
que se dizem contra o governador. O presidente Rogério Rosso garante que
será independente

 

Priscila Mesquita_Brasília247 – Qual será a cara do PSD no
Distrito Federal? Que postura o novo partido vai adotar diante do
governador Agnelo Queiroz? Qual será o posicionamento da legenda nas
próximas eleições?
Essas são algumas perguntas que estão rondando o imaginário de quem
observa o cenário político brasiliense depois da formalização da nova
legenda. O PSD tem de começar a mostrar sua cara em breve, mesmo
reunindo políticos que aparentemente têm propósitos diferentes. O
deputado distrital Washington Mesquita diz que caminhará politicamente
ao lado do governador Agnelo Queiroz, enquanto as deputadas Eliana
Pedrosa e Celina Leão se colocam na oposição.
Para o presidente regional do PSD, o ex-governador Rogério Rosso, a
marca da legenda deve ser de independência, palavra que ele repete dez
vezes em dez frases. Esse foi o tom no almoço desta terça-feira, em que
Rosso se reuniu, pela primeira vez, com a bancada do PSD. O encontro foi
na casa dele e foi definido que, em breve, o partido fará caravanas de
filiações.
Rosso garante que o partido terá “a cara de Brasília” e, por isso,
estará preocupado em dar os votos de seus deputados – que formarão a
segunda maior bancada na Câmara, com três parlamentares, ficando apenas
atrás do PT – a projetos que beneficiem a cidade. “A maior prova de que o
partido será independente é o perfil dos seus integrantes”, afirma
Rosso.
Mas desde a eleição de Agnelo Queiroz, as deputadas Eliana Pedrosa e
Celina Leão têm tido um discurso oposicionista. E as duas garantem que
continuarão assim. “Quando Rogério me convidou, essa foi a primeira
pergunta que fiz a ele”, conta Celina, referindo-se à continuidade do
seu estilo. “Não mudei minha opinião sobre o atual governo.” Eliana
Pedrosa não abre mão do papel fiscalizador do parlamentar: “Tenho votado
com o governo quando apresentamos emendas que melhoram as propostas,
quando estudamos os projetos, porque nunca fiz oposição feroz e
irresponsável”.
Uma reunião, que ocorrerá no máximo em um mês, será o primeiro
encontro da legenda para discutir o programa e a linha independente. Os
distritais Washington Mesquita, Eliana Pedrosa e Celina Leão – nomes já
confirmados no PSD – estarão presentes. Até lá, outros deputados
distritais podem engrossar a lista. Dr. Michel (PSL), Liliane Roriz
(PRTB) e Wellington Luiz (PSC) são alguns deles. O prazo para filiação
ao PSD, sem o risco de perda de mandato, acaba no dia 27 de outubro.

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