PSD inicia negociação com a Distrital Celina Leão.

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PSD tem novo alvo em Brasília
Foto: Marcello Casal Jr / ABr

O ex-governador Rogério Rosso, presidente da futura legenda,
inicia negociação com a distrital Celina Leão

 

Priscila Mesquita_Brasília247 – Apesar dos problemas que está
enfrentando com a justiça eleitoral, os dirigentes do Partido Social
Democrático (PSD) continuam as articulações para conquistar adesões. Em
Brasília, o presidente regional, ex-governador Rogério Rosso, tenta
agora atrair a deputada distrital Celina Leão (PMN) para o novo partido.
Parlamentar de primeiro mandato, Celina foi eleita com 7.771 votos,
ficando em último lugar entre os 24 que assumiram cadeira na Câmara
Legislativa. Essa foi sua primeira campanha, mas a experiência com a
política vem de longa data e é herança de família. Celina foi chefe de
gabinete da então deputada distrital Jaqueline Roriz, participou da
campanha de Joaquim Roriz e foi secretária de Juventude na gestão dele.
Muito ligada ao clã rorizista, ela começou a ter problemas com a
família durante a eleição. O desgaste aumentou este ano, principalmente
depois que veio a público o vídeo de Jaqueline Roriz recebendo dinheiro
de Durval Barbosa. A família Roriz considerou ingratas as declarações de
Celina sobre o episódio.
Jaqueline é a presidente do PMN no DF. Elas não se falam há muito
tempo. A relação com a colega de plenário Liliane também está péssima.
Piorou depois da viagem oficial que elas fizeram ao Canadá.
Deixar o partido sem perder o mandato – o que é permitido ao deputado
se ele ingressar em um novo partido – seria uma saída para Celina. Mas
ela tem ponderado muito, pois se sente livre no PMN. E tem excelente
relação, inclusive pessoal, com a presidente nacional, Telma Ribeiro.
O PMN perdeu muito com a criação do PSD. O governador do Amazonas,
Omar Aziz, o vice-governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, e o
deputado federal Fábio Faria, também do Rio Grande do Norte, são alguns
que deixaram a legenda. “O Fábio Faria já tinha conversado sobre isso
comigo, estou analisando, mas na política não podemos fechar portas”,
afirma Celina.
A personalidade de Rosso atrai a deputada. Ela se identifica com ele
por ser um político jovem, que estaria em busca de um projeto
alternativo. A confirmação de que a deputada Eliana Pedrosa irá para o
PSD também tem peso favorável na ponderação de Celina.
O que pode atrapalhar é o posicionamento do distrital Raad Massouh (DEM), que
já está em estágio mais avançado nas negociações com Rosso. Ele e
Celina devem disputar uma vaga de deputado distrital em 2014 e a
competição pode ser ruim para eles e para o PSD.
Pendências jurídicas
Para concorrer nas eleições do ano que vem, o PSD precisa conseguir o
registro até 7 de outubro. O prazo é considerado curto por alguns
ministros do Tribunal Superior Eleitoral, como Marco Aurélio Mello. A
vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, emitiu parecer nesta
terça-feira considerando que as assinaturas mínimas para alcançar o
registro do partido não foram atingidas. Para ela, são válidas apenas
220,3 mil assinaturas, quando o mínimo necessário são 490 mil.
As assinaturas coletadas por Rosso no DF foram desconsideradas por
Sandra, assim como as de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,
Pernambuco, Rondônia, Roraima e Paraíba. Segundo o parecer da
vice-procuradora, os tribunais regionais eleitorais desses estados não
conferiram devidamente os nomes.
Outra pendência em Brasília é o registro local do partido, ainda não
conseguido por Rosso. Na semana passada ele protocolou a criação das zonais, como exigiu o Tribunal Regional Eleitoral
(TRE) em 5 de setembro. O ex-governador aguarda o julgamento.

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