PT discute regra que pode facilitar candidatura à reeleição de Agnelo.

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Do correio Web.
Ana Maria Campos





O distrital Chico Vigilante (E) e o presidente do partido no DF, 
Roberto Policarpo, são favoráveis à proposta (Kleber Lima/CB/D.A Press -
 9/2/10)
O distrital Chico Vigilante (E) e o presidente
do partido no DF, Roberto Policarpo, são favoráveis à proposta

Uma
regra em discussão na Direção Nacional do PT pode facilitar a futura
candidatura à reeleição do governador Agnelo Queiroz. Uma comissão
liderada pelo deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), ex-presidente do
partido, propõe regras mais rígidas para a realização de prévias
internas em que petistas disputem a indicação para participarem de
eleições majoritárias — a governos, ao Senado e à Presidência da
República. O assunto será discutido de 2 a 4 de setembro, em Brasília,
no Centro de Convenções Brasil 21, durante o 4° Congresso Nacional do
Partido dos Trabalhadores.

O tema foi tratado no fim de semana,
durante reunião da chapa Para Mudar o Brasil, composta pela correntes PT
de Luta e de Massa (PTLM), Novos Rumos e Construindo um Novo Brasil
(CNB), num hotel de São Paulo. Agnelo participou dos debates, quando
apresentou uma prestação de contas dos seis meses de sua gestão no DF.
Ele não chegou a expor abertamente a posição sobre restrições de
prévias, mas será beneficiado caso a proposta, hoje considerada muito
controversa, seja aprovada. Entre os petistas de Brasília que estiveram
no encontro estão o presidente do PT-DF, deputado federal Roberto
Policarpo, e o distrital Chico Vigilante.

No PT, não existe
candidato nato. Pelas regras da legenda, praticamente qualquer filiado
com um mínimo de influência política interna pode disputar, mesmo que
algum pré-candidato tenha maioria folgada para vencer. Foi o caso, por
exemplo, do que ocorreu em 2002, quando o então candidato à Presidência
Luiz Inácio Lula da Silva concorreu internamente com o senador Eduardo
Suplicy. Em 1998, então governador com ampla aprovação popular,
Cristovam Buarque, à época filiado ao PT, teve de participar de seleção
interna contra o então senador Lauro Campos para consagrar-se na disputa
à reeleição. Acabou sendo derrotado por Joaquim Roriz, então no PMDB.
Em 2010, Agnelo venceu a disputa contra Geraldo Magela, atual secretário
de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF, nas eleições internas do
PT.

Pelas novas regras, apenas quem tiver apoio de dois terços do
diretório ou um percentual de 20% a 30% dos filiados poderá concorrer.
Quem defende a medida avalia que, pela exposição do embate, o confronto
interno é uma arma eleitoral para os adversários. “Defendo que as
prévias aconteçam apenas quando não há um resultado claro”, afirma
Policarpo. Para Vigilante, se o estatuto for alterado, a democracia
interna continuará existindo, mas sem expor as vísceras da legenda. “Em
alguns casos, as prévias têm servido muito mais para atrapalhar as
pretensões dos reais candidatos do partido”, avalia o distrital.

Previsão
estatuária

O Estatuto do PT estabelece que havendo mais de
um pré-candidato às eleições majoritárias será realizada prévia
eleitoral para a escolha de quem vai representar o partido na disputa ao
governo, Senado e Presidência da República. Quem obtiver mais de 50%
dos votos válidos, será escolhido candidato. Caso ninguém conquiste esse
percentual, o PT convocará o segundo turno.

Para que a
candidatura ao governo de estado seja considerada, o concorrente precisa
ter o apoio de dois quintos dos membros do diretório estadual, 15% da
executiva ou 5% dos votos de filiados. Na disputa pela presidência da
República, são necessários dois quintos dos membros do Diretório
Nacional, 30% das comissões executivas estaduais ou 10% das comissões
executivas municipais em pelo menos 10 estados ou 10% dos filiados
distribuídos por pelo menos 15 estados.

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