PT quer Reguffe com Agnelo.

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Reuniram-se os senadores Cristovam Buarque e Rodrigo Rollemberg, os presidentes regionais do PDT, George Michel, e do PSB, Marcos Dantas, mais o deputado federal José Antônio Reguffe. Assumiram um compromisso. Prometem estar juntos na eleição de 2014.

Isso significa, é claro, uma chapa comum. Como Cristovam não se coloca como candidato a governador, a indicação natural seria a de Rodrigo Rollemberg, ainda que não se assuma como postulante. A conjuntura nacional, com eventual lançamento do governador Eduardo Campos ao Planalto e a necessidade de um palanque brasiliense, torna essa candidatura quase impositiva.

Uma chapa lógica
A simples lógica do que se acertou na reunião apontaria para uma chapa com Rodrigo Rollemberg como candidato ao Buriti e José Antônio Reguffe disputando o Senado. A vaga de vice-governador e as suplências de senador caberiam, pela mesma lógica, à nova MD e a outros partidos menores de esquerda que aceitassem integrar a coligação. Serviriam ainda para ajudar na tentativa de atrair aliados potenciais como o PSOL e a Rede de Marina Silva. 
PT quer Reguffe com Agnelo
É justamente na composição da chapa que as coisas começam a se complicar. O deputado José Antônio Reguffe tem mantido contatos frequentes com o Buriti e com o PT. Rodrigo Rollemberg atribui essas conversas à intenção, clara por parte de fortes correntes petistas, de ter Reguffe como candidato a senador na chapa do governador Agnelo Queiroz à reeleição. Embora haja outros nomes na mesa — caso do senador Gim Argello e de candidatos do próprio PT  — essas correntes insistem em ter Reguffe no páreo. Existe um obstáculo adicional para isso: o senador Cristovam Buarque não admitiria ter o PDT no palanque de Agnelo.
Não haveria como ficar
Paralelamente, Rodrigo Rollemberg vem assumindo missões da direção nacional do PSB, até como líder do partido no Senado. Coube-lhe jogar duro com os irmãos Cid e Ciro Gomes, que resistem ao peso majoritário do governador Eduardo Campos no PSB. Rollemberg diz que o partido sempre tomou suas decisões democraticamente e a eventual candidatura de Eduardo Campos não fugirá a isso. Espera que Cid e Ciro permaneçam no PSB. Mas, se resistirem a decisões tomadas pela maioria, acabarão tendo de sair.   

Por Eduardo Brito

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