Raad Massouh: A escória e a ética.

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A verdadeira história de tentativa de suborno para evitar a cassação do deputado distrital,Raad Massouh (PPL) vai servir para roteiro de filme de produtores independentes.Um personagem conhecido, que já andou nos porões na ditadura militar, e há pouco tempo revelou sua face noescândalo que envolveu a empreiteira Delta, Idalberto Matias de Araújo, o conhecido araponga Dadá (foto), atuou como leva e traz fazendo propostas de pagamento de propina trocada por voto na cassação do deputado Raad Massouh.

 
O pastor da Igreja de Deus em Sobradinho II, Eliseu, levantou a bíblia, mas não para pregar a palavra. Ele se apresentou como emissário de integrantes da Comissão de Ética que poderiam salvar o mandato de Raad se fossem contemplados com R$ 2,7 milhões. Para convencer Raad, o pastor lembrava que o presidente da Comissão de Ética, Michel, era amigo inseparável de Dadá desde os tempos de delegacia.
 
No Ministério Público, Raad entregou uma gravação da conversa, feita para tumultuar o processo de cassação, levantando suspeitas da decisão tomada pela mesa da Comissão de Ética. Dadá dizia que para salvar Raad, o parlamentar teria que gastar dinheiro, Raad teria comunicado que quando chegasse a hora iria colocar uma pessoa de confiança para efetuar o pagamento.
 
O valor da mordida alimentou o plano de Raad Massouh na tentativa de levar para a Justiça a suspeição da decisão da Comissão de Ética. Raad Massouh nominou Idalberto como se fosse um policial militar, mas, no ouvido da procuradora, Eunice Carvalhido, Raad pronunciou baixinho o nome verdadeiro já conhecido por ela no Ministério Público.
 
O vice-presidente da Câmara Distrital, Agaciel Maia (PTRB) foi citado, pois também conhece o Dadá, que até pouco tempo andava nas sombras e teve sua face revelada. O escândalo não fica só na decisão de cassação de um parlamentar, mas põe em duvida a ética dos parlamentares envolvidos na teia da corrupção.

Por Mino Pedrosa.

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