Raad: Prejuízos também no Executivo

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Cassado pelos colegas, o ex-distrital Raad Massouh (foto) não perderá apenas o mandato e o gabinete com vista privilegiada para o Palácio do Buriti. Pela simples lógica, deixará também uma fatia significativa do Governo do Distrito Federal.

É ainda o titular de facto da Secretaria da Micro e Pequena Empresa e Economia Solidária, embora interinamente ocupe o cargo o antigo adjunto Vitor de Abreu Correa, desde que Raad retornou à Câmara. A informação consta do site da Secretaria, onde se lê também que “foi escolhido pelo governador Agnelo Queiroz para exercer o cargo de secretário graças a sua experiência como empresário e político”. Aliás, o site lembra que Raad iniciou sua trajetória na confecção de panelas, no Gama, passando depois à locação de tratores.

Fatia ampla
O quinhão de Raad não se limita à Secretaria da Micro e Pequena Empresa. O ex-deputado controla também a Administração Regional do Sudoeste. E tem uma, digamos, participação societária no fortíssimo DFTrans, controlado por seu partido, o PPL. Tem gente malvada por aí assegurando que, se procurarem bem, cerca de 340 cargos estão na esfera de influência de Raad. 
Quem cresce com a cassação
Com a cassação do deputado Raad, quem se fortalece em termos partidários  é o PP. Confirmando-se a posse do distrital Paulinho Roriz, a legenda passa a ter a segunda maior bancada da Câmara Legislativa, com três deputados, atrás apenas do PT e ao lado do PMDB. Com as novas filiações feitas pelo vice-presidente Paulo Octavio, o partido já começa a projetar um cenário de crescimento desta bancada nas eleições de 2014. 
Tratamento médico
Ao menos um dos distritais que respondem a processo por quebra de decoro parlamentar examina a possibilidade de pedir licença para tratamento médico. Ficaria fora da Câmara Legislativa por um pouco menos de 120 dias, o que evitaria a posse do suplente. Não é nada, não é nada, ajudaria a retardar o processo e, de repente, abriria espaço para alegação de cerceamento de direito de defesa.

Informou Eduardo Brito / Jornal de Brasília

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