Racionamento faz preço da caixa d’água subir 35% em Ceilândia

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O início do racionamento de
água no Distrito Federal veio acompanhado de uma corrida às lojas de material
de construção e equipamentos hidráulicos. Desde que a Companhia de Saneamento
Ambiental (Caesb) anunciou o rodízio para as regiões abastecidas pelo Rio
Descoberto, proprietários de casas que não tinham caixas d’água procuram o
produto para a compra. Alguns que tinham a reserva resolveram aumentar a
capacidade de estoque e engrossaram as filas nas lojas. Baldes, tonéis e latões
também se tornaram objetos bem cotados no mercado da crise hídrica. O resultado
foi a falta de mercadorias nas prateleiras e aumento de preços. A Caesb e a
Agência Reguladora de Águas do DF (Adasa) reiteram o pedido de armazenar
somente o necessário e da maneira correta para manter a eficiência do
racionamento.
Em Ceilândia, a reportagem do
Correio Braziliense fez um levantamento dos preços praticados antes e depois do
anúncio do racionamento. Um exemplar de 500 litros custava R$ 140. Desde
sábado, devido à procura de consumidores, o valor chegou a R$ 190 — 35% a mais.
No Recanto das Emas, o incremento foi ainda mais expressivo e o preço chegou a
R$ 250 — alta de 78,5%. Somente no sábado, uma loja da Quadra 25 de Ceilândia
Oeste vendeu o estoque completo do reservatório: cem peças. Na manhã de ontem,
o mesmo estabelecimento anotou 25 encomendas para quando a reposição do produto
chegar.
O vendedor da loja de
Ceilândia Fábio Cardoso, 33 anos, relata que nunca viu tanto movimento no
comércio. “Parecia o fim do mundo. Os clientes chegavam em grupos de 10.
Tivemos que nos desdobrar para atender todos”, afirmou. O homem mora em Águas
Lindas (GO) e conta que muitas pessoas saíram de Ceilândia para comprar as
caixas d’água na cidade goiana. “O preço do fornecedor aumentou e tivemos que
fazer um acerto na loja também. Aqui, conseguimos reajustar o valor em 5%, mas,
em outras lojas, tem gente metendo a mão”, alerta.

*Informações do Correio Braziliense 

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