Raquel garante provas do Mensalão, Arruda é tido como o chefe da quadrilha.

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Arruda é tido como o chefe da quadrilha
Arruda é tido como o chefe da quadrilha

A procuradora
responsável por acusar os envolvidos no esquema de corrupção no governo
do Distrito Federal (DF), Raquel Dodge, garante que os dois anos de
investigação, liderados pelo Ministério Público, não correram em vão. De
acordo com Dodge, eles serviram para firmar a convicção que, de fato,
havia um esquema de pagamento de propina instalado no DF, conhecido como
Mensalão do DEM e revelado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia
Federal (PF). Agora, a procuradora corre contra o tempo para provar como
isso ocorreu.
Raquel Dodge diz que espera oferecer a denúncia ao Superior Tribunal
de Justiça (STJ) até o final do ano e afirma que não há risco de as
provas serem anuladas, como vem ocorrendo em diversas operações da
Polícia Federal, analisadas pela corte. De acordo com a procuradora, o
rigor para garantir a legalidade das provas, foi, inclusive, um dos
motivos da demora nas investigações.
Questionada sobre a demora em oferecer denúncia sobre o caso, a
procuradora afirmou que o tempo foi necessário para colher provas que
sustentem as acusações. “As provas ainda estavam sendo reunidas,
avaliadas e periciadas para complementar o convencimento do Ministério
Público Federal (MPF) a respeito dos fatos, que são complexos e envolvem
uma série de pessoas”, disse.
Segundo a procuradora, “há uma certa morosidade de alguns órgãos”
para encaminhar documentos ao MPF. “Ao longo deste ano e do ano passado,
pedi diligências complementares em aspectos que a prova precisava ser
mais bem esclarecida antes do oferecimento da denúncia. Foram
solicitados de diferentes lugares, entre eles, o próprio GDF (Governo do
Distrito Federal), contratos com empresas, pagamentos feitos, cheques
que o Banco de Brasília pagou. (…) Esses contratos que materializam o
vínculo jurídico entre empresas e o GDF, por exemplo, passamos a ter
acesso (a eles) a partir deste ano, quando o secretário de Transparência
(Carlos Higino, do governo do DF) nos atendeu com mais prontidão”,
afirmou.
A procuradora negou ter algum receio de que o STJ anule provas do
inquérito do Mensalão do DEM, a exemplo do ocorrido em outros casos.
“Esse inquérito difere dos precedentes porque não houve interceptação
telefônica. Em algumas operações, que o STJ anulou recentemente, grande
parte da convicção a respeito da ilicitude dos fatos decorreu de
conversas telefônicas interceptadas. Já a interceptação de dados
telefônicos – não de conversas – foi feita por meio judicial. A (quebra
de sigilo) fiscal também foi feita pelo tribunal, assim como os pedidos
de busca e apreensão”, disse.
De acordo com Raquel Dodge, a Procuradoria adotou precauções extras
para garantir a legalidade do colhimento de provas. “Isso acaba fazendo
com que haja demora em detrimento de uma celeridade, mas porque a lei
exige essa cautela. Embora a lei autorize a quebra e outras medidas, o
tribunal está entendendo que não. Preferi não correr esse risco. Preferi
não brigar com essa interpretação nessa fase”, disse.
A procuradora minimizou a possibilidade de prescrição dos crimes.
“Estamos muito bem. A prescrição tem mais possibilidade de ocorrer
quando a pena é pequena, e quando é um crime só. Mas estamos diante de
um caso em que há multiplicidade de conduta criminosa, e que a previsão
da pena permite a tranquilidade no nosso trabalho. Alguns (envolvidos)
integram uma parte mais de liderança, outros estão mais na linha de
executores, outros são coniventes e beneficiários. Cada grupo é composto
de mais de cinco pessoas”, afirmou.
“Espero ser capaz de finalizar a redação (da denúncia) no mais breve
tempo possível. Darei prioridade absoluta a esse caso. Talvez antes do
final do ano. É assim que eu espero. É muito difícil processar crimes de
colarinho branco no Brasil, são crimes sofisticados, cuja materialidade
é difícil de ser exposta com clareza, com concatenação das evidências.
As pessoas que praticam esses crimes procuram dissimular essas condutas,
dando aparência de legalidade”, declarou.



Fonte: Notibras.

2 Comments

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    Arnaldo , 29 de setembro de 2011 @ 13:38

    A cada dia que passa vemos os verdadeiros culpados sempre presos e demitidos, e ainda ficam perguntando porque o ministério ainda não denunciou Arruda. Essa eu respondo: o ministério está vendo que Arruda foi vitima dessa super quadrilha formada por Durval, Deborah e Bandarra. Todos estão sendo condenados e Arruda ficou alguns dias presos enquanto as investigações andavam mas já está em liberdade. Que os verdadeiros culpados sejam condenados.

  • Avatar
    Anternor , 29 de setembro de 2011 @ 20:07

    Primeiro Durval, depois Deborah e agora Bandarra, que a justiça seja feita e que eles paguem por seus crimes de tentativa de extorsão a Arruda e formação de quadrilha….que eles não saiam impunes desses crimes que acabou com Brasília e sujou o nome do país.

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