Rastros da corrupção no DFTrans lotam um galpão de 180 metros quadrados

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Os rastros da corrupção no DFTrans lotam um galpão de 180 metros quadrados na sede do Transporte Coletivo de Brasília (TCB), no Setor de Garagens Norte. É lá que está armazenada parte dos móveis comprados pela autarquia em contrato superestimado e superfaturado em, pelo menos, R$ 1,3 milhão, como revelou o Correio na última sexta-feira. Na tarde de ontem, a reportagem teve acesso ao depósito onde foram guardados os itens comprados a mais e com preço muito além do praticado mercado.

Adquiridas da Gion Comércio e Representações de Móveis, as estações de trabalho encomendadas pelo DFTrans, em 2009, estão até hoje empacotadas. A poeira é tanta que as embalagens plásticas já não são suficientes para proteger os objetos, nunca usados, mas que aparentam entulho. 

As estações de trabalho de dois lugares foram compradas por R$ 6.990 cada. Mas pesquisa de mercado realizada pela sindicância revelou que esse valor poderia ter sido um quinto do cobrado: R$ 1.290. No caso das mesas para quatro pessoas, foram pagos R$ 12.680, mas encontrado quem oferecesse o mesmo produto por R$ 2.695. 

A sindicância apurou que houve direcionamento na assinatura do contrato. A escolha da Gion se deu por interesse do ex-diretor técnico do DFTrans Cristiano Dalton Mendes Tavares junto a essa firma, que vendia móveis da marca Marelli, representada pelo pai dele, Eurides Pereira Tavares.

Exagero
Além disso, a quantidade dos itens foi considerada um exagero. O DFTrans pagou em 2009 por itens destinados a estações de trabalho que não existem até hoje. É o caso do terminal rodoviário de Santa Maria, que ainda não foi construído. Para não perder todo o estoque de produtos, o DFTrans doou uma parte dos móveis, entre sofás, cadeiras, mesas e armários, para outras repartições do governo. Mesmo assim, há muitos outros itens apodrecendo no galpão da TCB. 

Diretor do DFTrans na gestão de Agnelo Queiroz (PT), Marco Antônio Campanella diz que há disposição por parte do governo de levar adiante os processos de investigação abertos para apurar esquemas de fraude na autarquia do GDF. “A nossa missão é fazer o diagnóstico dos problemas, apontar as irregularidades e dimensionar o tamanho do prejuízo, com o indiciamento dos responsáveis. Algumas comissões que haviam sido suspensas foram retomadas com um sinal claro de que não temos a intenção de jogar para debaixo do tapete essa sujeira toda”, disse Campanella.


http://www.correiobraziliense.com.br

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