Recursos florestais em Ceilândia serão avaliados a partir de 2ª feira

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Os recursos florestais do Distrito Federal começam a ser avaliados a partir desta segunda-feira, 6, pelo Serviço Florestal Brasileiro, como parte de uma ação que ocorrerá em todo o país, o Inventário Florestal Nacional.
As equipes do Inventário visitarão 68 localidades no DF, a maior parte em Planaltina e Brazlândia, que terão 17 pontos de amostragem cada. Em seguida vêm Plano Piloto (8), Paranoá (7), Sobradinho (6), São Sebastião (3) e Gama (3), Santa Maria (2) e Lago Sul (2), Taguatinga (1), Ceilândia (1) e Samambaia (1).

Em cada local, ou ponto de amostra, o grupo de técnicos vai contar o número de árvores, medir o diâmetro e a altura, identificar de que espécies são, coletar solo e material botânico, entre outras variáveis, em um raio de 100 metros.
Brazlândia e o Parque Nacional de Brasília terão tratamento diferenciado por possuírem cobertura florestal bem preservada. Neles, a distância dos pontos de amostragem será de apenas cinco quilômetros. A média no DF é de 10 quilômetros e, nos estados, de 20.
Além de gerar informações sobre a quantidade e a qualidade das florestas do DF, o Inventário tem o objetivo de saber como a população se relaciona com esse recurso natural, dado que não fez parte do primeiro inventário do DF, realizado na década de 1970. Haverá entrevistas com moradores que residam próximo ao local de amostra.
O trabalho está previso para levar em torno de um mês e meio e terá a parceira do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília. Os 15 técnicos treinados para o Inventário serão divididos em três equipes. A ideia é visitar em torno de três pontos de amostra ou mais por semana, dependendo das condições de acesso ao ponto.

Histórico  – O DF foi a primeira unidade da federação a fazer o inventário dos seus recursos florestais, em 1971. Naquele ano, o trabalho mostrou a riqueza das matas de galeria, que ocupavam 5,3% do território e contavam cerca de 113 espécies, com uma média de 208 arvores por hectare.
Segundo o Inventário daquele ano, a cobertura florestal se dividia ainda em campos cerrados, que ocupavam 46,88% do DF, o Cerrado propriamente dito, com 35,8% e o cerradão, 0,38%. A agricultura se distribuía por 1,32% do território.
Ao apresentar os resultados, os técnicos ressaltavam que o conhecimento adequado dos recursos florestais disponíveis era fundamental para planejar o desenvolvimento econômico e destacavam a importância de preservar as matas ciliares, considerando que a população do DF – então em 537 mil habitantes – aumentava rapidamente, assim como seu padrão de vida.
O gerente de Informações do Serviço Florestal e coordenador do Inventário Florestal Nacional, Joberto Freitas, afirma que, como naquela época, as informações sobre os recursos florestais do DF serão importantes para nortear o planejamento territorial e a formulação de políticas públicas adequadas e que promovam a sustentabilidade.

Ministério do Meio Ambiente

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