Regional de Saúde de Ceilândia recebeu lençóis novos, mas faltam seringas e medicamentos

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A Secretaria de Saúde afirma ter recebido, nesta segunda-feira (17), 1.725 lençóis produzidos pela Fábrica Social. Eles foram distribuídos para as regiões de Samambaia (400), Gama (400), Taguatinga (400), Ceilândia (200), Núcleo Bandeirante (150) e Recanto das Emas (175). Há 20 dias, outras 1.160 unidades já haviam sido entregues para Santa Maria, Ceilândia e Taguatinga.

Além dos lençóis entregues pela Fábrica Social, a Secretaria de Saúde deve receber em breve mais 130 mil unidades, adquiridas por meios de dispensa de licitação. A entrega de propostas de empresas concorrentes foi feita na semana passada e, em no mínimo 30 dias, o processo deve ser finalizado.

“Mesmo sendo uma compra emergencial, por ser enxoval, precisa passar pela comissão de análise de amostras. Então, além do preço, é preciso estar dentro do padrão de qualidade”, destaca a gerente de Hotelaria da pasta, Gláucia Silveira, explicando como será feita a escolha do fornecedor.

Outros cinco processos de compra regular de enxoval, que inclui lençóis, cobertores, roupas privativas, entre outros, estão em andamento. “Esses processos são uma forma de planejamento para que, dentro de um ano, a rede pública de saúde não fique desabastecida”, observa Gláucia.


O
Sindicato dos Médicos (SindMédico-DF) visitou o local e classificou a situação
como “caótica”. A inspeção durou mais de três horas. Diretores da entidade
percorreram várias alas e constataram as irregularidades. “Esse é o reflexo da
falta de gestão. Nenhuma medida surtiu efeito até hoje. As pessoas procuram
atendimento e não conseguem. Muitas das estruturas não deveriam funcionar, pois
não têm condições”, criticou Gutemberg Fialho, presidente do SindMédico.
Durante todo o dia, apenas três ortopedistas atenderam no HRC. Além disso,
faltam insumos para a especialidade. “As pessoas chegam ao centro de traumas
para se tratarem e está faltando tudo. Assim, é melhor interditar o local”,
defendeu Gutemberg.




O desabastecimento da rede foi notificado pelo
Ministério da Saúde, no Relatório do Termo de Cooperação firmado entre as duas
esferas do governo. Mesmo com o alerta, a situação não mudou. Durante o fim de
semana, faltaram seringas do tipo 20×5,5 em toda a rede. O modelo é utilizado
para aplicação de insulina e de tuberculina e para vacinação. Uma funcionária
que pediu para não ser identificada disse que, para não suspender o
atendimento, um modelo similar foi utilizado. “É um pouco maior, dificulta a
aplicação do medicamento, mas, para as pessoas serem atendidas, essa foi a
solução”, contou.

Redação com Informações SES/DF

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