Relações perigosas na política do Distrito Federal

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O ambiente político no Distrito Federal ainda é povoado por gente que acredita na mentira. São personagens flagrados diversas vezes faltando com a verdade, mas que insistem na tentativa de enganar o povo. Muitos acordos são selados tendo o objetivo único de fazer parecer democrático algo que é reprovável.

O caso mais recente está sendo desenhado por dois personagens que estão em evidência. Não é difícil ligar os pontos e perceber que existe uma relação próxima entre o ex-governador José Roberto Arruda e o atual ocupante do Palácio do Buriti, Agnelo Queiroz. O Guardian Notícias relembra alguns casos públicos que mostram que há mais aproximação entre esses dois nomes que nossa vã filosofia pode crer.
A série de texto abaixo é uma retrospectiva que deixa evidente que votar em José Roberto Arruda pode ser a concretização dos sonhos falados por Agnelo Queiroz sobre uma possível vitória sem esforço eleitoral, ou como os petistas convencionaram, o W.O, sigla inglesa para Walkover, que é, em corridas de cavalos, quando acontece de ter apenas um competidor.
De todos os acontecimentos que ratificam essa relação para lá de próxima, nenhuma é tão gritante quanto à aprovação das contas do Governo Arruda. Mesmo contando com 21 deputados em sua base aliada, e mesmo tendo relatórios com graves denúncias da gestão arrudista nas gavetas da Secretaria de Transparência, o neopetista Agnelo Queiroz pouco se mexeu para evitar a aprovação das contas de 2008, consideradas suspeitas por três em cada três petistas.
Piora o quadro o fato de que foram 17 votos favoráveis à aprovação e as hastes petistas fugiram da incumbência de votar contra o ex-governador. Para se fazer justiça, apenas o presidente da Casa, Wasny de Roure (PT) se manifestou contrário. Arlete Sampaio se absteve, enquanto que Chico Leite (PT), Chico Vigilante (PT), Cláudio Abrantes (PT) e Patrício (PT) estiveram inexplicavelmente ausentes.
O resultado da votação na Câmara Legislativa permitiu ao ex-governador se filiar ao Partido da República (PR) e anunciar a sua candidatura contra Agnelo Queiroz para disputar o Governo do Distrito Federal. Estranho? Também achamos. Se as pesquisas não são manipuladas, então Arruda lidera a corrida à frente de Agnelo podendo derrotar o petista. Em condições normais de pressão e temperatura, o PT – e principalmente Agnelo Queiroz – não correriam esse risco. Além disso tudo, Agnelo manteve até a semana passada o Bispo Renato à frente da importantíssima Secretaria do Trabalho, sabedor de que Renato é filiado ao PR e fiel escudeiro de Arruda.
Mas trazendo a lembrança outros fatos recentes publicados pela imprensa local, essa relação de amizade entre verdes e vermelhos, parece ainda mais fraterna. Tomamos por base a aliança anunciada entre Joaquim Roriz, Arruda e o senador Gim Argello. Este último, o presidente do PTB, tem sob seu comando dois distritais do partido: Cristiano Araújo e Washington Mesquita.
Mesmo após o anuncio da aliança de Gim com Arruda – supostamente adversário de Agnelo Queiroz – os dois deputados distritais estranhamente mantiveram seu cargos no governo, sendo responsáveis por centenas de nomeações e padrinhos dos administradores de Taguatinga (Washington Mesquita) e do Riacho Fundo (Cristiano Araújo). O que não entendemos é: Como todos esses cargos foram mantidos se, em tese, o PTB e o PT estão em lados opostos da mesa?
É difícil qualquer análise política que afaste a impressão de que Arruda e Agnelo jogam juntos ou que o PT aposta no naufrágio jurídico de José Roberto Arruda, dada a multidão de processos que correm na Justiça e que podem levar o ex-governador do sonho de liderar o DF direto para as grades. Como o Judiciário é um poder independente e, acreditamos, sério e não enfrentaria o bom senso da população, fica a certeza de que votar em Arruda é contribuir para eleger Agnelo Queiroz.
MEMÓRIA
O Escândalo do Mensalão no Distrito Federal, também conhecido como escândalo do panetone ou Mensalão do GDF, é o nome popular do escândalo de corrupção que surgiu no final de novembro de 2009 pela Polícia Federal, através da Operação Caixa de Pandora e baseada nos depoimentos de Durval Barbosa.
Entre os envolvidos destacavam-se diversos membro do DEM, entre eles o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.
Segundo a Folha de S.Paulo, José Roberto Arruda chegou a ser cogitado para ser o candidato à vice-presidente de José Serra na eleição presidencial brasileira de 2010.
No dia 11 de fevereiro, Arruda foi preso preventivamente pelo temor de que pudesse obstruir as investigações. O pedido de prisão foi feito após a tentativa de suborno do jornalista Edson Sombra, um dos nomes escolhidos por Durval Barbosa como guardião das fitas que incriminavam Arruda.
NUMERÁRIAS
62
Dias na prisão. Essa é a única punição que José Roberto Arruda sofreu até hoje. Mas existem outros processos abertos que podem elevar esse número para alguns anos atrás das grades
20
É o número estimado de processos que José Roberto Arruda responde na Justiça
3
Destes processos estão na segunda instância e, se julgados pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal tornarão Arruda inelegível e até levá-lo de volta a prisão.
Por Guardian Notícias

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