Revoada de políticos em busca de uma sigla.

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Enquanto não chega a reforma política, a regra é clara, como diria um comentarista de futebol: quem trocar de partido pode ser enquadrado pela Lei de Fidelidade Partidária.
A rigor seria assim, mas existem brechas na Lei que permitem a quem detém mandato continuar no cargo eletivo. Com a proximidade do prazo final (5 de outubro), intensificaram-se nos últimos dias conversas de bastidores entre os que desejam disputar uma cargo eletivo no próximo ano.

Especulações mais intensas tem foco no deputado federal Luiz Pitiman (por enquanto no PMDB), um “novato” que ousou desafiar o partido, saindo da zona de conforto do governo Agnelo Queiroz “para construir um projeto de gestão voltado para os cidadãos de Brasília e não a um grupo político”. Depois de se reunir com os mais importantes lideres do Congresso e do Distrito Federal, deve mesmo ir para o PSDB, conforme articulações do senador Aécio Neves e do governador de Goiás, Mar­co­ni Perillo. “Muitas pessoas me abor­dam na rua e mesmo em reu­niões de lideres classistas, perguntando qual será o meu caminho. Respondo de imediato: o melhor para o Distrito Federal. Meu trabalho tem sido o de so­mar forças em busca de mudanças políticas e administrativas que tire o DF da letargia em que vivemos”. Pitiman não coloca seu nome como “salvador da pá­tria”, apenas defende que os partidos de oposição, se “unam em torno de um líder comprometido com os interesses do DF”.
No PSD, o que se ouve é a possível debandada das deputadas distritais Celina Leão e Eliana Pedrosa. Celina busca um partido pequeno que possa viabilizar sua reeleição, aproveitando o coeficiente eleitoral. O problema é que a maioria dos chamados “nanicos” está atrelada à base do governador Agnelo Queiroz (PT). Como Ce­lina é a mais aguerrida das opositoras do governador, sua margem de negociação fora do PSD se estreita. Outro problema de Celina é a falta do apoio da família Roriz, caso ela vá para um partido que não esteja dentro da esfera de interesses da aliança Liliane Roriz e a irmã Jaqueline, ambas com 100% de apoio do pai. Nos demais partidos, muita gente deve migrar para outras legendas, principalmente ao PMDB do vice-governador Tadeu Filippelli.
 Fonte: Jornal Opção

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