Rodoviários fazem paralisação no terminal de ônibus de Ceilândia e prejudicam centenas de passageiros.

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Durante a manhã e a tarde desta segunda-feira (13), motoristas e cobradores cruzaram os braços e proibiram a saída de 130 coletivos da garagem do P Sul, em Ceilândia para cobrar o pagamento de direitos trabalhistas decorrentes da rescisão contratual com as antigas empresas do sistema de transporte. Eles protestaram entre as 10h30 e as 17h. No fim da tarde, os coletivos voltaram a circular.

O Sindicato dos Rodoviários do DF alega que a Planeta não pagou a dívida aos funcionários, requisito para contratação da Expresso São José, a operadora da bacia 5. A manifestação ocorre menos de um mês após a entrega de 139 ônibus novos na região. Os veículos começaram a circular em 15 de dezembro, em 38 linhas que atendem à QNR e eram operadas pela Planeta, Pioneira e Satélite.

Há 30 dias, 70 pessoas foram demitidas. Ainda faltam 1,1 mil trabalhadores. “A empresa que vai entrar não assumiu ainda, mas a Planeta tem que acertar com os funcionários para liberar a carteira de trabalho. Só assim para eles serem contratados. Nenhum dos demitidos recebeu os direitos, a empresa diz que não tem o dinheiro e o governo vai pagar”, explica o assessor da associação, João Jesus. O Correio entrou em contato com a Planeta, mas não havia ninguém para comentar o caso.

O problema é antigo e provocou diversas paralisações no segundo semestre do ano passado. Das 13 operadores antigas do sistema, apenas duas permanecerão. Os donos das firmas que perderam as concessões dizem não ter caixa suficiente para pagar todas as rescisões. 

A Câmara Legislativa até criou um projeto para viabilizar a transferência da dívida, mas o Ministério Público se manifestou contrário, apontando inconstitucionalidade. O acerto previa 13º proporcional, período de férias vencidas, férias proporcionais e a multa sobre o FGTS. 

Em novembro do ano passado, os rodoviários decidiram cruzar os braços durante todo um dia, em apelo à decisão do GDF em manter contrato com apenas duas das atuais 13 empresas de transporte do DF.
Informou o Correio Web

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