A rotina do 8º Batalhao de Policia de Ceilândia.

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O 8º Batalhão de Ceilândia é a unidade da Polícia Militar que mais apreende armas e droga em todo o DF. Por ano, são encontradas cerca de 500 armas de fogo. Eles contam com dez viaturas para fazer a ronda, uma delas fica à paisana. 

O trabalho não é fácil. Todas as noites são feitas muitas abordagens a suspeitos. “Gira em torno de 150 a 200 abordagens por serviço. Dessas, 60% têm alguma coisa ilícita. Porém, não há como provar tudo e, em muitas delas e o encaminhamento para a DP não é feito”, conta o sargento Arruda. 

Uma rua da quadra cinco é conhecida como um ponto de venda de drogas. Um portão do local, repleto de buracos de bala, mostra bem o clima de insegurança. Com um rapaz foi encontrado quase R$ 300, mas o crack e a merla estavam espalhados por toda a rua; qualquer lugar pode virar um esconderijo. Como não foi possível configurar o flagrante, a polícia teve que devolver o dinheiro ao suspeito. 

“Não vai dar nada para ninguém, mas, ao recolher a droga, demos prejuízo aos traficantes. Esse é o nosso trabalho”, afirma o sargento Arruda. O sargento Valmir trabalha há 16 anos como PM na Ceilândia e diz que, desde a chegada do crack, ficou mais difícil. Ele conta que é comum prender o mesmo traficante várias vezes. 

“A gente conhece essa rapaziada que entra ainda adolescente e ainda criança. Quando se torna adulto, a gente se encontra com eles praticando os mesmos crimes ou outros ainda mais graves”, relata. 

Em outro ponto da Ceilândia, parte do complexo de uma biblioteca acabou virando um dormitório de mendigos. Cerca de 20 pessoas moram no lugar, inclusive, crianças expostas à droga. Muito crack é consumido no chamado Castelo de Greiscou. 

Os vestígios do consumo da droga estão espalhados pelo que era a Cracolândia da Ceilândia. Atualmente, os usuários que moram na rua se espalharam por vários lugares, mas estão sempre próximos de locais onde se vende a droga. 

Os usuários nem chegam a ir para a delegacia. Com eles, os policiais tentam uma estratégia que inclui diálogo. “O policial tem que ser quase um psicólogo, um assistente social, porque, se for só policial, não vai ajudar”, defende o tenente Rocha. 




Fonte: DFTV

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