Djonga faz show de lançamento em Ceilândia

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A
1ª edição do projeto RUAS CONVIDA, traz pela primeira vez para a Ceilândia, a
maior sensação do RAP brasileiro da atualidade – Djonga, lançando o seu novo
álbum: O Menino que queria ser DEUS!


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O evento vai rolar no dia 06 de julho, em um dos locais mais queridos
da cidade, a Praça do Cidadão. 

Sobre
o rapper Djonga

Com a vela na mão, o jovem negro segura o cartaz
durante a manifestação carioca em homenagem à vereadora Marielle Franco,
executada no Rio de Janeiro. “Fogo nos racistas”, está escrito na cartolina.
Não se trata de slogan, mas do refrão de Olho de tigre, rap do mineiro Djonga,
de 23 anos, um dos nomes mais importantes da nova geração do hip-hop. Lançado
há menos de um ano, este single rapidamente estourou na internet, batendo 5
milhões de visualizações no YouTube. Com versos contundentes, Heresia, o
segundo EP do rapper, conquistou espaço nas listas de melhores discos de 2017.
Djonga liderou enquete promovida pela revista Rolling Stone e entrou no ranking
dos álbuns do ano da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).



Desde 13 de março, está nas redes o novo trabalho dele: o álbum O menino que
queria ser Deus, cujas 10 faixas já se aproximam de 5 milhões de views no
YouTube. “Chegar aqui de onde eu vim/ É desafiar a lei da gravidade”, diz ele
em 1994. Nascido na Favela do Índio, na Região Norte de BH, e criado no Bairro
São Lucas, na Zona Leste, Djonga é cronista de seu tempo e de sua geração.
Visceralmente autoral, conquistou o respeito do veterano Mano Brown, é elogiado
pelo experiente produtor Daniel Ganjaman e reconhecido pela crítica como
talento da cena independente.


Ainda
garoto, ingressou no mundo das rimas ao participar do Sarau Vira-Lata, coletivo
de jovens que espalha poesia pelas ruas de BH. Depois, ajudou a formar o DV
Tribo, coletivo que reúne talentos do hip-hop da cidade: Clara Lima, Fabrício
FBC, Hot (neto de Alvaro Apocalypse, idealizador do Grupo Giramundo), Oreia e
Coyote Beatz, produtor dos beats de O menino…

PANTERA NEGRA “O ferro na minha cuca/ O peso na minha nuca/ Eu pássaro de alma
preso na arapuca”, rima Djonga. Suas letras trazem um caldeirão de referências
– de Shakespeare, Renato Russo, Nelson Motta e Ogum ao funk carioca, passando
pelos filmes Corra! e Pantera Negra, dois petardos contra o racismo. Há também
espaço para o candombe mineiro.

Estouro é aberta pelo refrão “o senhor me dá licença/me dá licença/ pra eu
cantar nesta baixada”, tributo a Nossa Senhora do Rosário, protetora dos
escravos.Estouro celebra a negritude e a autoestima que vem sendo conquistada –
a duras penas – por Djonga, pela convidada desta faixa, Karol Conka, e a nova
geração de afrobrasileiros. “Nada pode assustar os preto/ Coragem e coração
começam com cor”, canta a dupla.

O menino que queria ser Deus traduz o amadurecimento, “lírica e musicalmente”,
em relação a Heresia, afirma o rapper, contando que se empenhou em
contextualizar mais claramente as várias referências que o inspiram, amarrando
melhor as ideias. A interpretação também mudou. Ele explora novas entonações
vocais. Djonga canta – e tem gogó. De lá, “voz e violão” em homenagem a Ogum, é
prova disso.

MARIELLE O novo disco vem defender a coragem neste momento de retrocessos.
“Gente como eu é desencorajada o tempo todo”, comenta, referindo-se a “negros,
mulheres, homossexuais, comunidade LGBT”. O assassinato da vereadora Marielle
Franco é prova disso. “Quando a gente se alegra com uma conquista, como a Marielle
representou, logo vem a decepção”, diz. A execução de cinco garotos na
periferia em Maricá (RJ), no domingo passado, tirou o sono dele. Dá medo – e
muito –, pois o massacre de jovens negros se tornou corriqueiro nas periferias.
De cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras. “Nem a fama nem
dinheiro nem um cargo público. Nada pode defender a gente, pele escura, mundo
cego. Vida eterna a quem tem coragem!”, desabafou ele no Facebook.


A autoestima é onipresente nas letras de Djonga. “Não é papo bobo de autoajuda.
É preciso ter coragem, mesmo. É a última coisa que nos resta”, diz. “Falo sobre
o que vejo e vivo. Agora tenho ganhado algum dinheiro, e isso tem de ser
louvado. Porém, vejo amigos e amigas em situações complicadas: um levou tiro, o
outro foi preso, a mina foi estuprada, a outra engravidou mas o pai não quer
assumir.”

Desde o ano passado, o rap trouxe alguma estabilidade financeira a esse
ex-aluno de história da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), que vem se
apresentando em todo o país. Foi convidado para abrir, com seu show solo, a
apresentação dos ídolos Mano Brown e Criolo, em junho, no paulistano Espaço das
Américas. Em suas letras, Djonga valoriza o sucesso (“Revista pra mim era
polícia/ Até eu ganhar a votação na Rolling Stone”), mas questiona a egotrip –
dele e de sua geração. “Esse trono de rei do rap não vale nada/ Enquanto morrer
o menor pra ser rei da quebrada”, rima ele em Eterno.





Suas crônicas têm inquietação e angústia. Hamlet não está por acaso nos versos
da autobiográfica Junho de 94. “Vaidade, perversão e poder são questões que não
mudam através dos séculos. O ser ou não ser é eterno”, comenta o compositor.


Seu rap-crônica também fala de amor, sexo e das relações fugazes destes tempos.
Há moças “de quatro” em suas rimas. Djonga se diz vigilante para não reproduzir
o machismo. Porém, pondera: “Não existe homem que não seja machista”. Explica
que aborda relacionamentos amorosos sem moralismos e ataca a “censura à moda
Bolsonaro”.

“É conservador condenar o que as pessoas fazem entre quatro paredes. Falo da
sensualidade sem grilos, sem medir palavras. É preciso ter a coragem de falar
do sexo como ele é, e isso não significa ser agressivo ou negativo”, observa.


Feminista e estrela nº 1 do rap brasileiro, Karol Conka não está no disco de
Djonga, digamos, para preencher “cota” por questões de gênero. “Sou muito fã
dela e acho que as mulheres vão crescer muito no rap”, aposta.

Nas redes sociais, rapazes se derretem ao comentar a canção que Djonga dedicou
ao primogênito Jorge, de 1 ano. Paternidade responsável é uma das preocupações do rapper, pai aos 22.
“Os moleques têm de se ligar nisso, cuidar da felicidade do filho que botaram
no mundo. Não é fazer e deixar por aí”, afirma ele, que, como bom atleticano,
já levou seu “pequeno Ogum” para ver o Galo jogar.



Sobre o R.U.A.S


Para promover a transformação social da juventude que vive nas periferias do Distrito Federal foi criada a R.U.A.S – Rede Urbana de Ações Socioculturais, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). A R.U.A.S acredita que a mudança no meio social em que o jovem está inserido é possível somente a partir da ocupação dos espaços públicos para a prática de atividades saudáveis e lúdicas, das manifestações artísticas, da cultura urbana, música, dança, esportes, educação, comunicação comunitária, empreendedorismo social.

O Menino que queria ser DEUS!

Line
Up:



Dj
Palito



Dj
Itin do Brasil



Batida
do Morro



Rebeca
Realleza



Djonga







Dia: 06 de julho



Horário:
20h às 02h



Local: Praça do Cidadão, Ceilândia Norte



Evento
para maiores de 18 anos






Compre os
ingressos no link abaixo:




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 Informações www.uai.com.br 
Imagens: reprodução internet

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