Saúde não funciona hoje. Na Hora, Detran e outras atividades do governo terão os serviços afetados

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O
brasiliense terá uma quarta-feira difícil pela frente, que se estenderá até
amanhã. Diversos serviços serão interrompidos nos dois dias devido à
paralisação dos servidores públicos. A saúde
sofrerá o maior golpe, com a greve decretada pelos funcionários da área a
partir de hoje. Todo o serviço de imagem, como radiografia, tomografia,
ressonância, mamografia e ecografia está suspenso. O Samu será reduzido pela
metade. Outros sindicatos organizaram assembleias a partir de hoje contra a
suspensão do pagamento de benefícios negociados com a gestão de Agnelo Queiroz
(PT). Atividades administrativas funcionam com o quadro mínimo de servidores.
Amanhã, sindicatos dos Professores (Sinpro-DF) e dos Auxiliares de Educação
(SAE) realizam manifestações, na Praça do Buriti e em frente à Câmara
Legislativa. A estimativa é que 70% dos professores cruzem os braços. Há
indicativo de greve geral.



Os sindicalistas cumprem a promessa feita em de 1º
de outubro, depois de reunião com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). A
proposta de começar a pagar os reajustes a 32 categorias a partir de maio do
ano que vem — inicialmente, eles passariam a valer em setembro — revoltou
servidores. Assim, caso o Executivo local mantenha o posicionamento, a greve
geral será decretada. Além disso, funcionários da saúde prometem paralisação
contra a implantação de organizações sociais na gestão dos hospitais. Eles
encaram a iniciativa como “terceirização” dos serviços. Ontem, um panfleto com
críticas a esse tipo de administração circulou pela cidade — nenhum sindicato
da área assumiu a autoria.




Para o Movimento Unificado dos Sindicatos dos
Servidores Públicos do DF, o calote do GDF pode acarretar em greve de várias
atividades. “Os salários deste mês entraram na conta sem o reajuste. Vamos ter
uma reunião às 9h com o governo. Estamos dispostos a ouvir, mas ainda não
existe nenhuma sinalização por parte do Buriti. A expectativa é que o governo
tenha uma proposta, caso contrário, vai desencadear uma greve geral”, afirma
Rodrigo Rodrigues, líder do grupo.




Saúde parada

O cidadão que precisar do serviço de saúde pública
na capital pode se preparar para outro dia de dificuldades. Em 24 de setembro,
a paralisação dos servidores prejudicou o atendimento em hospitais, UPAs e
postos. Houve casos de unidades que fecharam as portas. Hoje, o Samu vai
trabalhar com apenas 50% das ambulâncias e motolâncias. Médicos, enfermeiros,
técnicos e auxiliares trabalham com atendimento restrito às emergências de
hospitais e UPAs. Serão realizadas apenas cirurgias de urgência. Marcações de
consultas estão suspensas.


Otávio Augusto / Correio Braziliense

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