Secretaria de Saúde afirma que não houve omissão de socorro no hospital de Ceilândia com morte de paciente.

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A paciente Carmovina José Gonçalves, de 57 anos, não faleceu, no sábado (28), por falta de atendimento ou negligência médica no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), segundo informou agora à tarde a Secretaria de Saúde, em entrevista coletiva. De acordo com a apuração parcial, a mulher chegou à unidade de atendimento sem vida e, ainda assim, todos os procedimentos de protocolo foram realizados para uma possível ressuscitação.

“Nós avaliamos o prontuário e todos os documentos sobre o assunto e ficou claro que não houve, por parte da médica, negligência para esse desfecho”, garantiu o subsecretário de Atenção à Saúde, Roberto José Bittencourt.
O subsecretário destacou que, ao chegar ao hospital, Carmovina foi rapidamente levada à Sala Vermelha, uma das melhores do Distrito Federal, onde uma equipe do Samu altamente treinada iniciou os procedimentos indicados para paciente com parada cardíaca.
“A médica continuou realizando as manobras por 30 minutos, mas não houve sucesso. A paciente não deixou, em momento algum, de receber atendimento, e a discussão [entre a médica Virgínia Pimentel e o sargento do Corpo de Bombeiro Alan] não interferiu em nada no atendimento”, complementou.
Bittencourt informou, ainda, que a mulher foi encontrada no sofá de casa, possivelmente desmaiada ou já sem vida, pelos familiares, que a colocaram em um veículo particular para levá-la ao hospital. Ao avistarem uma viatura do Corpo de Bombeiros Militar, pediram auxílio aos militares, que terminaram o transporte até a unidade de saúde.
Além disso, segundo o subsecretário, a avaliação do delegado da Polícia Civil Bernardo Costa é que não houve desacato por parte da médica ao militar. A profissional havia, apenas, informado sobre a restrição de levar a paciente para o hospital, já que havia poucos médicos no plantão da unidade.
O secretário-adjunto de Saúde, Bonifácio Carreira Alvim, também esclareceu o quadro médico da paciente. “Nós temos relatos de que a paciente estava com assistólia [ausência de batimento cardíaco] e, nesse caso, o procedimento não é o de reanimação, já se enquadra numa tentativa de ressuscitar o paciente e a chance de sucesso é muito pequena”, explicou.
De acordo com Alvim, há problemas na escala de médicos, mas o GDF está em uma tentativa de contratar aproximadamente 115 profissionais para a Clínica Médica pelo Processo de Seleção Simplificado, até que seja feito o novo concurso em 7 de setembro deste ano para preenchimento de aproximadamente 144 vagas.
“Para a contratação de temporários, estamos esperando, apenas, a decisão da Justiça, já que o Ministério Público entrou com ação alegando que o DF está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a qual estabelece um teto para gastos com funcionários”, finalizou.
A médica permanece afastada do atendimento ao público, realizando procedimentos administrativos, enquanto durarem as investigações da Corregedoria da Saúde.

Agência Brasília


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