Secretaria investiga se houve erro de agente rendido por presos no DF

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Homens da DOE acompanham negociação durante sequestro em hospital do Paranoá (Foto: Lucas Nanini/G1)

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou nesta segunda-feira (25) que vai abrir investigação para apurar as circunstâncias em que dois presos conseguiram tomar a arma de um agente penitenciário e fizeram dois reféns no Hospital do Paranoá neste domingo (24). Os detentos chegaram a trocar tiros com outros dois agentes que faziam a escolta.


De acordo com a pasta, a investigação deve apontar se a escolta estava sendo feita de forma correta e se houve negligência por parte do agente rendido. Se as investigações apontarem erro na escolta, o agente penitenciário será penalizado. A pasta, no entanto, não informou a que tipo de punição ele está sujeito.

Por motivo de segurança, a secretaria não informou qual é o procedimento de escolta adotado pelos agentes penitenciários em situações como a deste domingo.
Segundo ele, três pessoas eram responsáveis por acompanhar os detentos. Depois que um deles pegou a arma, houve troca de tiros com os dois agentes que também faziam a escolta dos presos. Pelo menos quatro disparos foram ouvidos, segundo testemunhas.Os dois presos, que cumprem pena na Papuda, estavam sendo atendidos no centro médico no quarto andar do hospital do Paranoá. Segundo a Polícia Militar, um deles pediu para ir ao banheiro e aproveitou o momento em que estava sem algemas para render o agente. O outro pegou a arma.


“Os dois detidos combinaram entre si de chamarem o agente para pedir para ir ao banheiro. Um deles aproveitou que estava desalgemado para dar uma gravata no agente, que ficou muito machucado, segundo informações que me passaram. O outro pegou a arma no local onde o agente havia guardado”, disse o delegado-chefe da Divisão de Operações Especiais (DOE), Guilherme Lorentz.

Após a troca de tiros, os dois presos mantiveram como reféns por quase cinco horas uma criança que havia se submetido a uma cirurgia de apendicite e o pai dela. Homens do Bope e DOE foram deslocados para o hospital. Os policiais civis foram responsáveis pela negociação com os presos. Os detentos se entregaram após quase cinco horas.
Segundo a polícia, apenas um agente penitenciário se feriu. Não há informações sobre para onde ele foi levado nem o estado de saúde do agente. A criança e o pai dela saíram ilesos.
Homem que foi feito refém (de azul) deixa hospital do Paranoá em carro da Polícia Civil (Foto: Lucas Nanini/G1)

Homem que foi feito refém (de azul) deixa hospital

do Paranoá em carro da Polícia Civil
(Foto: Lucas Nanini/G1)

Condenados

Segundo o delegado Guilherme Lorentz, o preso responsável por pegar a arma tem 38 anos e foi condenado a 26 anos e 6 meses de prisão por homicídio qualificado, injúria, ameaça e lesão corporal. O detento que rendeu e agrediu o agente penitenciário tem 20 anos e foi condenado a 12 anos de prisão por roubo e tráfico de drogas.

A polícia não informou há quanto tempo os dois cumprem pena na Papuda, nem desde quando eles estavam no hospital.
Segundo a Secretaria de Saúde, 15 pacientes foram retirados do andar onde houve o sequestro. Outras dez pessoas ficaram isoladas. Durante o sequestro, o acesso dos familiares e amigos de pacientes ficou restrito no hospital.
Informou o G1

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