Secretário adjunto da Secretaria de Saúde do DF fala sobre o surto no hospital de Ceilândia.

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Por que a maternidade foi fechada?
Por uma medida cautelar, em função de ter surgido um óbito depois de quatro dias sem nenhum evento. Entendemos que deveríamos fechar para evitar que outros bebês pudessem chegar aqui e, eventualmente, perdessem a vida em razão de um quadro infeccioso que ainda não conseguimos identificar.

Quais providências a Secretaria de Saúde está tomando para conter esse surto?
Todos os procedimentos necessários já foram adotados. Estamos fazendo a reavaliação das técnicas, dos produtos de higienização, dos medicamentos, dos equipamentos, das roupas utilizadas. Tudo passará por uma profunda higienização, como se fosse uma auditoria ou sindicância no sentido de, identificadas eventuais falhas, corrigi-las. Temos que levar em consideração todos os fatores, inclusive, erro de procedimentos de equipes.

Como ficará a situação das mães que precisarem ganhar bebês?
Neste momento, nós orientamos que as parturientes não procurem o Hospital de Ceilândia, mas unidades mais próximas, como Taguatinga e Samambaia. O Samu e os Bombeiros também estão orientados a não trazerem mulheres em trabalho de parto para cá. O centro obstétrico só permanecerá aberto em situações em que a mãe e o bebê não tenham condições de ser removidos.

E como ficam os pacientes já internados?
Os pacientes graves do HRC permanecerão internados por várias razões. O primeiro é que quem está com quadro grave não deve ficar sendo deslocado. Outro ponto é que, como não sabemos qual o foco, qualquer um dos pacientes pode ser também o agente transmissor da bactéria para outros hospitais. Fizemos procedimento de isolamento no sentido de conter qualquer surto daqui para fora.

Isso não vai sobrecarregar a rede de saúde?
Seguramente. Mas são situações que temos de enfrentar. Todos os hospitais da rede estão em estado de alerta para receber as mães dessa região de Ceilândia. A superlotação não pode ser motivo para não receber pacientes. A maternidade ficará fechada o tempo que for necessário, até que tenhamos segurança de entregá-la aos pacientes.



Fonte: Diário do Congresso

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