Secretário de obras reconhece erro em Ceilândia (Agora pede pra sair)

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O viaduto que fica na QNN 5/7, em Ceilândia Norte, foi interditado durante a tarde de ontem: reação tardia do governo resultou nos acidentes (Carlos Moura/CB/D.A Press)
O viaduto que fica na QNN 5/7, em Ceilândia Norte, foi interditado durante a tarde de ontem: reação tardia do governo resultou nos acidentes


Uma morte não foi suficiente para que o Governo do Distrito Federal tomasse providências a fim de proteger a população das inundações no viaduto da QNN 5/7, em Ceilândia Norte. Pouco mais de três meses se passaram desde a tragédia da estudante Geovana Moraes de Oliveira, 6 anos, em outubro de 2013, e a de Manoel Silva Júnior, 20 anos, na madrugada de terça-feira. Mais uma vez, a falta de manutenção e de ampliação do sistema de drenagem de águas pluviais foi determinante para os acidentes.



Em uma reação tardia, o GDF anunciou, ontem, a interdição do local para a ampliação da capacidade da rede de escoamento. Além disso, chama a atenção o fato de a restruturação ser realizada no período chuvoso, justamente aquele apontado, inicialmente, como empecilho para o início dos reparos. Diante disso, o secretário de Obras, David Matos, reconheceu a falha do governo. “A nossa expectativa era de que, se em 20 anos (da construção da estrutura) aquilo (a morte da garota) aconteceu uma vez, pensamos que, até a gente fazer o processo de licitação (para reparo na rede, na época da seca), isso não voltaria a acontecer. Erramos, aconteceu essa fatalidade outra vez”, assumiu.


Diâmetros distintos das tubulações da Novacap e da linha do Metrô, que margeia a quadra, explicam tecnicamente os constantes alagamentos na área. De acordo com Matos, as manilhas do sistema metroviário são maiores do que as da rede tradicional, o que provoca problemas de vazão no canal. “A rede de interligação de drenagem do Metrô e da Novacap foi feita há 20 anos e descobrimos que há uma diferença na bitola dos tubos, e esse é o causador da retenção de água. A água quer passar e não corre.”

Para quem vive perto do viaduto, os afogamentos poderiam ser evitados, principalmente após a primeira morte. Moradora da Quadra 5 há 13 anos e mãe de cinco crianças, a empregada doméstica Deborah Mayara de Souza, 27, está descrente. “Quando é que isso vai parar? Só tomam alguma iniciativa perto das eleições ou quando acontece alguma tragédia. Não fizeram nada nem vão fazer. A tendência é continuar assim”, lamentou.

Informou o Correio Web

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