“Segurança privada está desvirtuada”, diz Chico Vigilante

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                                   Seminário tratará do tema (Foto: Carlos Gandra/CLDF)
“O sentido da segurança privada está distorcido e desvirtuado: a segurança de bares, festas e condomínios está sendo feita por brutamontes”, afirmou o líder da Bancada do PT/PRB na Câmara Legislativa, deputado Chico Vigilante (PT), no início da comissão geral instalada em substituição à sessão ordinária desta quinta-feira (1º). O objetivo foi discutir questões relacionadas à segurança privada no Distrito Federal. Para aprofundar o debate e levantar propostas, Vigilante vai organizar um seminário com representantes dos trabalhadores em vigilância, das empresas de segurança e das polícias Civil e Federal.
A Polícia Federal é responsável por certificar e fiscalizar a segurança privada, mas o mercado tem sido dominado por empresas e trabalhadores clandestinos. Estima-se que 70% dos condomínios com vigilância armada estão nas mãos de clandestinos. “Precisamos combater as ilicitudes dos que se intitulam vigilantes e cometem abusos, essa comissão é um grito contra a ilegalidade”, defendeu Chico Vigilante.
“Brasília é a capital da ilegalidade: são 22 mil trabalhadores legalizados e 30 mil clandestinos”, afirmou Jervalino Bispo, presidente do Sindicato dos Vigilantes do DF. Segundo ele, farmácias, padarias e supermercados são estabelecimentos que lideram o ranking das contratações de profissionais não-certificados pela PF. “A Polícia Federal diz não ter quadro suficiente para garantir a fiscalização, ela tem fechado os olhos”, denuncia.
Falta de preparo – O deputado Olair Francisco (PTdoB), que é também empresário, disse nunca ter contratado clandestinos em seus estabelecimentos: “Quem presta serviço de segurança tem que estar preparado, isso é positivo tanto para o profissional como para toda a sociedade”.
“Hoje as pessoas saem para se divertir e são agredidas: as casas noturnas contratam ‘leões de chácara’ para fazerem a segurança”, relata o secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Vigilância (CNTV), João Soares.
“Baixaria” – De acordo com Jervalino Bispo, cerca de 90% das redes de supermercado têm policiais fazendo serviço de vigilância. “É uma baixaria policial militar fazer bico de vigilante”, criticou o sindicalista. Ele disse já ter denunciado a situação para o Comando Geral da PM, mas nenhuma penalidade foi aplicada.
O delegado Jurandir Teixeira, chefe da assessoria institucional da Polícia Civil do DF, recomendou que a sociedade, ao perceber ilegalidades na área, denuncie o caso pelo número de telefone 197.
Projetos de lei – O líder do Governo na Casa, deputado Wasny de Roure (PT), destacou dois projetos de lei em tramitação: um tratando da exigência de planos de saúde para funcionários de empresas contratadas por licitação, sobretudo no caso de vigilantes, e outro tratando da previsão de vigilância armada em casas lotéricas e agências bancárias.
CLDF.

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