Sem salários, greve continua com maior adesão na limpeza dos hospitais e escolas publicas do DF

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

O Sindiserviços-DF afirmou que as empresas Juiz de Fora, Apecê, Servegel e
Ipanema, contratadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF), a
inda não haviam creditado o pagamento de junho
de cerca de 2.500 trabalhadores terceirizados na limpeza e conservação de
hospitais, postos de saúde e escolas públicas do Distrito Federal (DF), 
até o final da tarde desta segunda-feira 11.


Nos hospitais públicos de Taguatinga, Samambaia, Brazlândia, Ceilândia e
o Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), a maioria dos
trabalhadores estão em greve e, segundo os dirigentes do Sindiserviços-DF,
sindicato que representa os trabalhadores terceirizados no DF, só normalizarão
os serviços após receberem o salário do mês de junho, atrasado desde o ultimo
dia 7 de julho (5º dia útil do mês).

Antonio de Pádua Lemos, diretor de Imprensa e Comunicação do
Sindiserviços-DF, disse que se os trabalhadores não receberem urgentemente seus
salários, a tendência será a de ampliação do movimento grevista com a adesão de
mais trabalhadores da rede hospitalar e das escolas públicas.

Pádua também destaca a completa falta de fiscalização do GDF com seus
contratados, que constantemente atrasam os vencimentos e que não estão também
aplicando o reajuste salarial de 10,5%, o novo valor do tíquete alimentação que
é de R$ 27,50 e não concedem o plano de saúde dos trabalhadores, conquistados
em janeiro deste ano durante a Data-Base da Categoria.  
Humilhante local de alimentação e higiene pessoal

Os auxiliares de serviços gerais em alguns hospitais e escolas publicas
não estão sendo somente massacrados pelos constantes atrasos nos seus
vencimentos e desrespeitados nos seus direitos trabalhistas.

Eles também são obrigados a terem que utilizar locais extremamente
inadequados e com sérios riscos de desabamento, incêndio e humilhantes para
suas alimentações diárias e higiene pessoal.
É o que explica a diretora do Sindiserviços-DF e da Central Única dos
Trabalhadores – CUT Brasília, Selene Siman.  

Presente no piquete do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), ela
denuncia às péssimas e deploráveis condições de humilhação em que estão sendo
submetidos cerca de 96 trabalhadores dos três turnos do HRC da empresa Ipanema,
que são obrigados a se alimentar num minúsculo refeitório, fazer a higiene a pessoal
e trocar de roupa num improvisado barraco nos fundos daquele hospital de
Ceilândia.

Para os trabalhadores e trabalhadoras, na limpeza do HRC há mais de 25
anos e com a idade acima dos 55 anos, a obra para a construção de um refeitório
descente com vestiários e banheiros, está abandonada na entrada de serviço
daquele hospital.

Além da precariedade do local, também denunciam a presença constante de
ratos e a verídica possibilidade de curto circuito e que certamente poderá
incendiar o barraco, que está com os tapumes apodrecidos.
https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: