Sem-teto vão decidir se continuam em terreno invadido em Ceilândia.

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Os integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), que continuam acampados em Ceilândia (26 km de Brasília), farão assembleia na noite desta terça-feira para definir os rumos da negociação com o Governo do Distrito Federal.


Terminou no último domingo (20) o prazo estabelecido pela Justiça para que eles desocupassem a área pública.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal diz que ainda não recebeu qualquer documento do governo informado que a invasão persiste e que só pode determinar às forças policiais o cumprimento do despejo caso haja pedido oficial do governo.

Ontem (21), os integrantes do movimento conversaram com o secretário de governo Paulo Tadeu e prometeram levar a última proposta do governo ao MTST.

A oferta segue praticamente inalterada desde o início e já foi rejeitada durante tentativas de negociação anteriores. Trata-se da possibilidade de oferecer o auxílio aluguel, no valor de R$ 408, durante três meses para algumas famílias — seguindo os critérios do cadastro de habitação, que exclui, por exemplo, as que não residem no DF ou que possuem casa própria.

Além disso, seria garantida possibilidade dessas famílias serem incluídas na lista de espera do programa habitacional, que encerrou os prazos de inscrição em 11 de junho.

Integrantes do movimento, no entanto, dizem que o governo se precipitou e anunciou para a imprensa que o acordo estaria prestes a ser fechado e que os sem-teto desocupariam a área.

O comentário teria sido feito hoje, durante a tarde, e deixou a liderança fragilizada. O que pode dificultar a aceitação da proposta pelos integrante do movimento.

O governo espera ter retorno da decisão ainda na noite de hoje.

O acampamento foi intitulado, pelos próprios integrantes, como “Novo Pinheirinho”, em referência à reintegração de posse que ocorreu no início deste ano em São José dos Campos (SP), cujo cumprimento resultou em denúncias de truculência por parte da Polícia Militar.

Jornal Floripa.com

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