Senador Cristovam Buarque em rota de colisão com o PDT.

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As movimentações na política  nacional para 2014 começam a influenciar o cenário do Distrito Federal. A presidente Dilma Rousseff executou um movimento estratégico na busca pela manutenção do apoio do PDT para as próximas eleições, ao assegurar que a legenda continuasse com o comando do Ministério do Trabalho. Isso causou um profundo desconforto ao senador brasiliense Cristovam Buarque (PDT), defensor da ideia de que o partido deveria viabilizar a construção de uma política nacional distante das linhas adotadas pela gestão petista. Agora, o parlamentar e o comando nacional do partido estão em rota de colisão.

Segundo o senador, Carlos Lupi – presidente nacional do PDT – tomou a decisão de negociar a permanência da legenda na pasta, substituindo Brizola Neto por Manoel Dias, sem consultar a Executiva Nacional. “O Lupi fez do PDT um puxadinho do PT”, criticou. Na opinião do parlamentar, o partido deveria adotar uma posição de independência.
DE FORA
“Dentro do governo, não podemos trabalhar para um novo projeto político. Podíamos estar ao lado do governo,mas não dentro. Estar dentro com este ministério implica em submissão, em total lealdade”, analisou.
Cristovam Buarque deverá se reunir com uma série de correntes pedetistas para conversar sobre o episódio. “O próximo passo vai depender dessas conversas. Existem pessoas que pensam emsair. Existem outras que indicam que se eu sair poderiam ir para outros partidos”, comentou o senador.
Fontes próximas a Cristovam Buarque comentaram que o desconforto poderá influenciar no processo de definição do novo comando nacional do PDT. Até então, Buarque indicava apoio à chapa de Lupi. Mas com a reaproximação ao Palácio do Planalto, existe a tendência de retirada do apoio. A eleição para a direção do PDT será nesta semana.
MUITO MAIS
Cristovam afirmou concordar com o governador Eduardo Campos (PSB-PE), que disse a empresários que é possível “fazer muito mais” do que a presidente Dilma tem feito.
“Já passou o tempo de ela fazer mais. Está havendo um esgotamento dos quatro pilares: estabilidade monetária, transferência de renda, democracia e do modelo econômico”, completou.
Francisco Dutra, Jornal de Brasília / Donny Silva

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