Sistema socioeducativo recebe mais de 400 menores em junho.

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O Núcleo de Atendimento Integrado (NAI) da Secretaria da Criança- espaço destinado ao primeiro atendimento a menores em conflito com a lei no Distrito Federal- recebeu 2.318 adolescentes desde que foi criado, em fevereiro deste ano, segundo balanço divulgado hoje.

“Os adolescentes e a família passaram a ter, com o NAI, o apoio e acolhimento necessário. Além de também fazermos os encaminhamentos para outros órgãos do GDF”, destacou a diretora da Unidade de Atendimento Inicial (UAI), que coordena ações do Núcleo, Cláudia Parise.
Somente no mês de junho, 463 menores de idade foram encaminhados ao NAI após praticar algum ato infracional no DF, uma média de 15 por dia. Antes, esses jovens iam direto para a Unidade de Internação do Plano Piloto (Uipp)-antigo CAJE- esperar a decisão da justiça.
Com a criação do Núcleo, a metodologia de atendimento mudou, já que agora o jovem vai direto para o NAI assim que for apreendido, onde recebe kit de higiene, uniforme, atendimento médico e psicológico, se necessário, além de ter espaço para pernoite.
Essa nova porta de entrada do sistema socioeducativo atende ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e proporciona um ambiente mais humanizado para o menor infrator até que a justiça decida se ele deve ser internado, se deve cumprir medida em meio aberto ou aguardar em liberdade.
“Assim que as obras das novas Unidades de Internação de São Sebastião, Santa Maria e Brazlândia ficarem prontas, o que deve acontecer no máximo até outubro ou novembro, vamos transferir os adolescentes da UIPP”, frisou a secretária da Criança, Rejane Pitanga.
CAUSAS – De acordo com o relatório apresentado pelo NAI, o roubo foi o ato infracional que mais gerou apreensão de menores no DF em junho (149 casos), seguido pelo tráfico de drogas (82) e porte de armas (40).
Os dados mostram ainda que 18% dos adolescentes apreendidos moram em Ceilândia (87), 13% em Samambaia (60) e 8% em Planaltina (39). Em relação ao gênero, 96% são do sexo masculino e 4% do sexo feminino.
Do jovens que chegaram à Unidade de Atendimento Inicial (UAI), 40% deles receberam medida cautelar de internação provisória, 41% respondem em liberdade ou receberam medidas em meio aberto, sendo entregues à família.
No NAI, o atendimento é feito por especialistas, que acolhem e entrevistam o jovem, preparam um estudo preliminar do caso para servir de base ao poder judiciário, além de encaminhá-los às políticas públicas de garantia de direitos.
No mês de junho, a equipe conseguiu encaminhar 89,9% dos menores atendidos a parceiros como Saúde, Educação, Secretaria de Desenvolvimento e Conselhos tutelares.

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