Sítio na região de Ceilândia é o oásis dos produtos orgânicos no DF.

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O Sítio Geranium, localizado entre Taguatinga, Ceilândia e Samambaia, é um oásis em meio a uma das áreas mais populosas do Distrito Federal. Lá, vivem a odontopediatra Maria Abadia e o engenheiro civil Marcelino Barberato, que se mudaram para o endereço em 1986, logo depois de perderem seu filho Yan. O menino tinha apenas um ano de idade quando foi intoxicado pelo veneno usado para matar insetos no prédio onde moravam, na Octogonal. Desde então, os dois iniciaram uma cruzada em defesa do que, na época, era chamado de agricultura alternativa. 

A primeira batalha começou no quintal de casa, pois os trabalhadores não acreditavam que fosse possível plantar sem pesticidas – algumas vezes, eles enganavam os patrões e usavam os produtos escondido. Apesar das dificuldades, no mesmo ano, o casal inaugurou na 306 Sul, junto com outros dez produtores, a primeira feira de alimentos sem agrotóxicos do DF. “Plantar orgânicos era coisa de bicho grilo, tinha muito preconceito”, lembra Barberato. Conseguir financiamento também era difícil. 
Em 1994, eles tentaram obter um empréstimo no Banco do Brasil, mas o pedido foi negado. Hoje, os produtores agrícolas que não usam defensivos químicos vivem uma realidade bem diferente. O que antes era coisa de hippie se tornou tendência no Brasil e no mundo. Agora, o governo federal mantém uma linha de crédito própria para esse segmento e os bancos batem na porta de sítios como o Geranium para oferecer dinheiro com prestações a perder de vista. 
No Distrito Federal, 30 milhões de reais por temporada são movimentados nesse setor, que apresenta um impressionante crescimento anual de 25%. Segundo a rede de supermercados do Grupo Pão de Açúcar, a capital ostenta o maior índice nacional de consumidor desse tipo de alimento por metro quadrado. 
O DF também se tornou a unidade da federação com o maior número de feiras por habitante. Espalhadas por toda a cidade, garantem oferta de itens quase diária (veja o quadro na pág. 26). Ainda assim, é bom chegar cedo com sua ecobag – acessório indispensável no universo natureba. No Mercado Ecológico do Ceasa, a maior feira da região, os produtos se esgotam antes das 10 horas da manhã. “Só não crescemos mais porque não conseguimos aumentar a produção. Demanda existe”, afirma Moacyr Lima, presidente do sindicato de orgânicos, o único do país.

Informou Taberna Jornal e Revista.

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