Situação da Saúde em Ceilândia não melhora, denuncia FENAM

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

Depois de uma notificação de
interdição ética, o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF)
propôs um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) impedindo o encaminhamento de
pacientes críticos a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia.

A precária condição de
funcionamento daquela unidade de saúde também foi relatada pelo Sindicato dos
Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) em dossiê enviado à Secretaria de
Estado de Saúde, aos órgãos de fiscalização e controle e às entidades da sociedade
após uma série de visitas realizadas em maio. O documento contém o resultado
das averiguações realizadas na UPA, no Hospital Regional e nos Centros de Saúde
2, 4, 6, 7, 8, 9, 10 e 12.

A atividade fez parte do
programa de atividades itinerantes anual do SindMédico-DF, desta vez com foco
específico na cidade de onde as queixas e denúncias de médicos e demais
profissionais se referem tanto ao hospital quanto à UPA e centros de saúde.

Déficit de pessoal,
superlotação e desorganização

No hospital de Ceilândia, os
problemas vão desde o déficit de médicos, o que faz com que alguns pacientes
aguardem até três dias para receber uma prescrição, até a falta de lençóis para
as macas. Na UPA, a superlotação e a falta de estrutura física são gritantes.
Não há pontos de oxigênio suficientes para os pacientes mais graves, da Sala
Vermelha. Já nos Centros de Saúde, o aumento da demanda e a ausência de
informações acerca do programa Converte APS comprometem a assistência.

“Em geral, as queixas vêm de
uma ou outra área. Nos últimos meses, em Ceilândia as reclamações partem de
todos os lados. Isso é preocupante, na medida em que revela a desorganização em
todos os níveis da assistência à saúde da população”, afirma o presidente do
SindMédico-DF, Gutemberg Fialho.

O documento foi encaminhado à
Secretaria de Estado de Saúde (SES-DF), ao Ministério Público (Prosus e
Pró-vida), ao Ministério Público de Contas, à Defensoria Pública, à Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB-DF), à Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Brasília,
ao Comitê Executivo Distrital da Saúde, à Comissão de Educação, Saúde e Cultura
da Câmara Legislativa do DF e ao Conselho Regional de Medicina.

Federação Nacional dos Médicos

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: